Arquivo do mês: junho 2010

Ciao carino!

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Por muito tempo fiquei sem escrever ou desabafar aqui, não foi porque não tinha nada do que falar, muito pelo contrário….
Tanta coisa mudou, o mundo deu inúmeras voltas e retomou o seu lugar, com exceção de algumas coisas, pessoas, amizades, sentimentos que perdi pelo caminho e que anseio desesperadamente encontrar de novo!
Analisei o que me aconteceu e pela primeira vez abro meu coração para liberar o que tem me feito tão mal.
Alguma coisa dizia que deveria manter segredo sobre tudo que acontecia e não comentar com pessoas muito próximas!
Na hora não entendia o que me fazia estar tão resguardada deste jeito.
A minha vida mudou, perdi meu chão, a minha base em 08 de setembro de 2008. Nunca me esquecerei desse dia, as memórias são tão frescas e claras na minha mente, apesar de tudo. Estava tão feliz por voltar a um lugar que me amava por estar rodeada de todas as pessoas tão queridas e especiais para mim. Era um dia tão marcante a tantos amigos que reveria mais tarde em um grande acontecimento que infelizmente o destino assim não desejou.
Que com simples telefonema da minha irmã em total desespero e me contando de forma atordoada o que ocorrera. Não entendi muito bem, confidenciei a quem considero um irmãozinho que me disse que estava enganada e era trote, aconselhou-me a ligar para minha vó e averiguar.
Concordei que ele tinha razão. Ao atenderem o telefone, uma voz desconhecida, confesso que não prestei muita atenção pois estava bem chocada com os gritos que ecoavam da voz da minha guerreira vózinha. Identifiquei-me e meu primo atendeu dando maiores detalhes. Minha cabeça só girava, sem raciocinar como deveria contar a minha mãe o ocorrido. Não sabia como mas tinha certeza de que deveria informá-la rapidamente. Infelizmente fui incumbida de lhe dar a notícia trágica.
Nisso meus celulares não paravam de tocar, só conseguia pensar em encontrar e estar com minha família.
Mais uma vez, fui traída por pessoas a quem amava incondicionalmente e que se fosse preciso daria minha vida.
Eu mal sabia que os planos deles não incluíam que eu ou mesmo pessoas que amo vivessem.
O ódio, a inveja e o ciúmes são capazes das piores atrocidades, me perdoem o pleonasmo mas somente digito aquilo que meu coração palpita.
Contudo, passei a enxergar a vida com outros olhos, como já disse hoje a uma querida amiga-irmã, confio desconfiando. Se antes eu tinha receios e não confiava nas pessoas agora o pessimismo neste aspecto tomou conta. Trata-se de uma luta diária e constante minha para aliviar isso.
Ao longo desses quase dois anos, continuo confiando e tendo fé na justiça que tarda mas não falha, as situações dela decorrentes fizeram-me observar o quanto a vida é frágil e a qualquer momento pode ser desfeita, resolvi assim agir por impulsos que me levaram críticas tão severas e a erros de aprendizagem, sofri muito mais porque fui perdendo mais pessoas queridas neste tempo.
Hoje analiso que me agarrei e fiquei totalmente dependente de certas pessoas. Estes relacionamentos não me fazem bem. Por isso, de certa forma, decidi abrir mão e não correr atrás das pessoas para mostrar meu potencial, tenho tanta gente especial do meu lado cuidando e me protegendo.
Finalmente, dou adeus a minha situação de lamentação para agir mais e retomar a mulher corajosa e audaciosa perdida e esquecida em mim que foi encontrada novamente para meu alívio.

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