Um brilho no olhar

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Era tudo o que lhe restava. Era tudo que almejava: finalmente estariam falando sinceridades, além de exporem seus desejos mais profundos e secretos.
O silêncio sempre falou por eles, porém não agora. Não mais.
Até porque não havia mais nenhuma outra trivialidade para comentar que acabou tornando-se o código: quando queriam falar ou ouvir o outro falariam sobre amenidades. N
a verdade, quando sentiam antiga e saudosa nostalgia.
Tudo parecia uma tranquilidade tão serena quando estavam juntos. Tudo voltava a ficar bem.
Não obstante com essa nova distância com a qual eles não souberam direito processar o quanto a falta dela ou vice-versa era sentida pela correria do atual cotidiano. Só de meramente pensar no passado, bastava para dar um aperto no coração – órgão que consideravam como apenas um órgão essencial para sobreviverem.
Agora, para eles, ironicamente, era vital sentir seu pulsar.
Neste exato momento em que finalmente encontravam-se pelo mero acaso. Acaso?! Destino?! Nunca acreditaram nisso, todavia, a partir daquele instante passariam a acreditar.
Somente foi necessário sorriso com um imprescindível brilho no olhar!
Para quase que imediatamente voltarem a despedir-se e o ciclo rotineiro voltar a girar. 

 

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