Arquivo do mês: agosto 2011

Concessões

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A pedidos de uma pessoa muito querida resolvi postar este conselho que já dou há bom tempo que se trata da maturidade nos relacionamentos.
Nada permanece igual, especialmente quando se refere a relacionamentos uma vez que, na minha singela opinião, é humanamente impossível as pessoas não mudarem.
Deste modo, os relacionamentos também são modificados. Trata-se de um determinismo evidente no qual os casais devem adaptar a relação.
Essa adaptação muitas vezes é complicada, pois alguém tem que ceder e comprometer-se para atender e apoiar o outro. Daí ocorrem as discussões e os desgastes naturais do tempo. Um ou ambos começam a refletir se não seria melhor terminar tudo e retornar à vida de solteiro, comparando com seus amigos livres e desimpedidos para viver plenamente àquela loucura de vida, sem ter que dar satisfações ou cobranças, pois já diria o velho ditado que “a grama do vizinho é sempre mais verde”.
No lugar de concessão em prol do relacionamento, cedendo ao outro, começam a afastar-se, ocupando-se mais tempo afastados do que juntos até que é insuportável permanecer na relação sendo que as comparações com “terceiros interessados” surgem ou, como eu diria, “fantasmas voltam a assombrar como um radar”.
O término ocorre, finalmente.
Nem tudo são flores na tal liberdade.
E a vida de solteiro que antes parecia ser tão vigorante, salvadora e feliz, ao contrário, encontros com o passado, já superado e encerrado.
Também mostra-se um verdadeiro inferno de foras, desespero, ansiedade, ciúmes, cobranças e além disso, nostalgias daquele tempo em que fazia parte de um relacionamento sério e comprometido no qual o apoio e respeito eram mútuos.
Consequentemente, há a conclusão de que não fez uma boa escolha e ao tentar retomar com o seu antigo par, descobre-o muito feliz com outra pessoa que lhe dá o devido valor.
Se alguém estiver refletindo separar-se, pense duas vezes, se realmente vale a pena, pois o amor transforma-se também. De igual modo, carinho, respeito, apoio e compreensão são o caminho para um relacionamento feliz em que ambos devem conceder.

 

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Todos são perdedores

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Adoro a coluna do Ivan Martins, editor-executivo e jornalista da Revista Época. Ele escreve a coluna “Nossa Intimidade” toda quarta-feira. Geralmente, adoro e devoro cada uma de suas colunas. recomendo a leitura do texto desta semana, disponível em: http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/08/o-romance-acabou.html?id=60559&tit=Ivan+Martins:+homens+se+queixam+da+falta+de+romantismo+das+mulheres&cat=Amor%20e%20sexo&url=http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/noticia/2011/08/o-romance-acabou.html&img=http://static.meus5minutos.s3.amazonaws.com/wp-content/uploads/2011/08/romance_3008_362x250.jpg&head=http://www.meus5minutos.com.br/wp-content/themes/agregador/page-barra.php .
Por um bom tempo tenho refletido no que foi tratado no título acima, pois concordo com o que o Ivan Martins disse.
Acredito e defendo há um bom tempo que o homem contemporâneo está perdido em tentar agradar a mulher. Era bruto, machista e constantemente criticado. Tornou-se metrossexual, atencioso e sensível, para depois ser escrachado. Agora não sabe mais o que fazer. O homem tenta adaptar-se à nova relação proporcionada pela independência feminina.
Sinceramente, as nossas conquistas estão fazendo as mulheres utilizar padrões machistas que não as satisfazem plenamente. A liberdade almejada pelas mulheres deve ser conciliada com o relacionamento amoroso.
É uma questão de equilíbrio para ambos. Diria até concessão.
Todavia, na minha opinião, tudo isso pode ser resumido ao amadurecimento, bem como sinceridade em expor os seus sentimentos.
Está todo mundo procurando e perdido não encontrando um relacionamento.
Conheço mais gente solteira atrás de um relacionamento sério do que casais relacionando-se verdadeiramente no que tange à fidelidade real. Boa parte dos casais fingem viver uma relação monogâmica. Fato!
O que leva à descrença nessas relações pelos solteiros, fomentando o receio de envolver-se, gradativamente.
Atualmente, observo que este desencontro pauta-se no jogo de sedução em que todos são perdedores e sozinhos, formando uma coletividade de solteiros.

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O interessado dá um jeito

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Na verdade, este texto deveria ter escrito ontem. Mas como não o fiz, ficou me perturbando até que, finalmente, digitei as palavras incômodas.
Segue abaixo um dos meus constantes conselhos às amigas:

Já dizia Machado de Assis que: “Mulheres são como maçãs em árvores. As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados… Elas têm que esperar um pouco para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.”
Eu adoro este poema do brilhante Machado que coaduna perfeitamente com outra frase que vivo repetindo: “O interessado dá um jeito.”
Outro escritor, famoso por “Sex and The City”, Greg Behrendt, tentou esclarecer isso às mulheres, exemplificando que se o cara está interessado, ele arruma um jeito para te ligar no topo do Everest só para ouvir a sua voz ou mesmo te ligar para dizer que não pode falar com você. 
Cada vez acredito nisso, pois tive a prova disso algumas vezes: ele viaja mais de 500 km para te ver; liga para saber como foi o seu dia; quando viaja, te traz de presente o seu batom e/ou seu perfume favorito (melhor quando são os dois, né?); encontra aquele cd que você está procurando há séculos; te prepara uma sopa quando você está gripada; assiste aquele filme meloso de comédia romântica.
Trata-se de fato comprovado. Vocês também sabem de situações que se encaixam ao que escrevi. 

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Dois para lá, dois para cá

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Um, dois, três, quatro.
Passos à direita. Rebole. Clap.
Cinco, seis, sete, oito.
Levante o braço e balance.
Junte a perna da esquerda com a direita.
Para mim, trata-se de respiração.
Desde os meus três anos de idade que danço e até hoje tenho a mania de dançar no mínimo duas por dia. Esqueço de tudo. Não me importa o estilo musical, qualquer um vale.

Se não consigo dançar, meu mau humor impera.
Por isso, uma dica: para me ver feliz, leve-me a algum lugar para dançar.
Remédio instantâneo, pois melhoro na hora!
Para alguns, é uma arte.
Para outros, dificuldade em coordenação.

Ou ainda, ginga.
Também existem aqueles que não levam nenhum jeito mesmo.
Basta aprenderem ou desistirem.
Somente cabe a você escolher a sua decisão.
Enquanto isso, treino: dois para lá, dois para cá.

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Sorriso aberto

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Tudo muda o tempo todo.
Irônico, não?
Não, longe disso. Aprendi que as nossas vivências nos fazem transformar, adaptar-se, cair e levantar. Cada tombo representa um obstáculo vencido e superado. Da próxima vez, será bem difícil, cair no mesmo buraco ou ainda tropeçar. No entanto, se você mais uma vez escorregou significa que você não sacou realmente. Todavia, a vida lhe permite, finalmente, aprender a lição. Quando sentir a maior vontade de berrar e ficar de mal com o mundo, lembre-se de duas coisas: inspire e expire.  E se mesmo assim não funcionar, coloque no “repeat” a sua música favorita e dance como se salvasse a sua alma! Simples assim: com um sorriso aberto! 

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Sorriso amarelo

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Mais uma vez, lá estava: num final de semana que de tão aguardado, contou-o regressivamente.
O espelho era terrivelmente cruel, como sempre.
Nada mudava.
Olhar-se não lhe trazia nenhum anseio mas, queria promover mudanças.
Não sabia como.
A dúvida que permeava não  acalmava, porém, lhe trazia o reverso. A angústia não sucumbia.
Sucumbir, pensou.
Talvez fosse a solução. Não obstante já recebeu a advertência de que ela não desapareceria, pois onde quer que fosse seria a sua companhia.
É, não havia outro jeito. Deveria encarar de frente.
Aproveitar a oportunidade.
Contudo, abriu a sua boca que soltou um estrondoso ruído que indicava um berro silencioso.
Olhou-se novamente. Optou por vestir a máscara da falsidade e fingir até não poder mais.
Deu um sorriso amarelo e saiu. 

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Tudo que vai, volta

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Em uma breve conversa esta semana sobre antipatias que certas pessoas supõem serem justificadas pela velhice, retomei um velho conceito: a Lei do Retorno. Conhecem?!
Para quem não sabe, esta teoria disciplina (desculpem-me minha veia jurídica) que tudo desejado a alguém, nas milhares de voltas da rotação da Terra, retorna para você multiplicado por três.
Por exemplo, se você deseja o mal a alguém, este mal volta a você três vezes pior. Isso também vale para o bem.
A antipatia, bem como a arrogância, na minha opinião, sempre produzem o efeito de transformar em feio alguém, inclusive uma daquelas mais belas pessoas. É fato!
Aliás, é plenamente visível quem tem medo  demonstra no rosto.
Deste modo, procure sempre dar um sorriso, praticar a simpatia, amar aos outros, praticar a solidariedade e querer o bem de todos, pois não se esqueça de que tudo que vai, volta!
Tenho a absoluta certeza disso. 


 

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