Arquivo do mês: outubro 2011

1999

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Todo mundo tem um ano inesquecível. Aquele ano em que se tivesse que voltar no tempo, o escolheria imediatamente.
Sabe aquele ano que até mesmo as falhas e os erros seriam cometidos novamente?
Pois é.
O meu ano memorável foi 1999. Um dos anos mais marcantes.
Talvez pelo fato de tanto eu quanto meus amigos sentirmos a energia proporcionada e aproveitado cada instante.
Verdade seja escrita: aprontei muito conscientemente – cada esquema que armei naquele ano (códigos nos bilhetinhos, festas, cinemas, idas ao shopping no final de semana). Ri muito. Hoje, quando relembro, aparece um sorriso estampado no meu rosto.
Descobri que tinha cabelo enrolado (pasmem: já sofri muito com a questão cabelística), foi ano em que comecei minha obsessão por cremes (já tinha inúmeros produtos, se vissem meu armário hoje perceberiam o aumento inacreditável, pois é), era maníaca por lápis branco nos olhos (minha primeira maquiagem que guardo como recordação, não consigo me desfazer), aumento gradativo dos brincos de argola prata, fã de seriados (Dawson´s, Party of Five, Ally eram meus preferidos), aguardar ansiosamente sexta-feira para ler Capricho e fazer todos os testes possíveis.
Eu era talifã de todas as boy bands possíveis (por isso acredito que se fosse adolescente agora também curtiria o Justin Bieber, devido aos meus gostos musicais do passado), passei por uma fase sofrível de cor-de-rosa.
Caro (a) leitor(a), faço a mea culpa para confessar que sim, eu fui vítima da febre cor-de-rosa. Para quem não sabe, a febre cor-de-rosa, geralmente, acomete menininhas que tem uma compulsão por uso demasiado de rosa, em especial rosa shock, só usam rosa basicamente. E para alguém que tem os dois pés na peruice (que é o meu caso), volta a sofrer deste mal na adolescência.
Ainda bem que superei esta fase de viver trabalhada no rosa, principalmente usava saias nos joelhos rosa. Imaginem o quanto bizarro era.
Diante de todo o exposto, só quem viveu esta mágica época comigo sabe com exatidão o que eu tentei desarticuladamente explicitar a importância deste ano.
Podem dizer o que quiseram, todavia, para mim, 1999 foi o ano mágico! 

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Arquivado em Contos, Cultura e Entretenimento

Só porque você pediu

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Só porque você pediu um conto sobre você, lhe respondi que assim que tivesse inspiração o faria.
Como sempre, cumpro as minhas promessas.
A
qui está a promessa cumprida:


Confesso que também demorei só para criar uma certa expectativa de ansiedade.
Na verdade, eu não sabia bem sobre o quê escrever (novidade?! não sei), mas sabia que deveria escrever algo que fosse digno de você para coibir qualquer crítica a este post. O que provavelmente ocorrerá.
Finalmente, hoje almoçando a “inspiração” veio (confesso que você detestará esta confissão, mas fazer o quê?).
Conclui que não sabia definir como seria destacá-lo, afinal, foram inúmeros e tão contraditórios sentimentos que não tinha certeza de como descrever com perfeita exatidão o que você significa para mim.
A gente já foi de tudo um pouco né?
Lembro-me do tempo em que erámos ilustres desconhecidos até transpassar para amizade. Posteriomente, longo tempo depois, para amor.
Já senti muito ódio e amor, tudo quase simultaneamente. Sei que a recíproca é verdadeira uma vez que foi comprovada em uma boa discussão (se é que uma discussão pode ser boa, todavia, para mim, o foi).
Não obstante, de amor para ilustres desconhecidos – o que muitos consideravam um erro, pois  achavam que “a gente tinha tudo a ver”. O que hoje, sabemos que seria um erro investir nisso novamente.
Sou extremamente grata por você ter retornado à minha vida para resgatar o meu lado infantil, totalmente sincero, me deixando  à vontade para revelar a minha veia cômica, me apoiar ao encorajar o risco e também por me colocar num certo pedestal o qual não condiz com a minha verdade que eu sempre tento provar o contrário.
Por sua vez, talvez, você seja a pessoa quem eu adorooo discutir tudo e o nada, pelo simples amor à dialética.
Aliás,  tem diversas coisas em você que eu não suporto – não é segredo já as falei incontáveis vezes: você idealizar uma utopia de perfeição em mim, detesto o seu ciúmes que denomino como hipocondríaco, criticar mínimos detalhes, algumas outras atitudes…
Do outro lado, adoro quando você me liga para lembrar de algo ou só mesmo me avisar que meus filmes/seriados favoritos estão no ar; quando viaja e compra uma novidade de beleza que eu comentei (nestas horas agradeço você ser metrossexual); quando você está na cidade e exige que eu cancele todos os compromissos para jantar e cinema com você, além de sair para dançar qualquer coisa menos sertanejo porque você não sabe e detesta – daí vou nos lugares mais descolados e despojados, sem flertes com estranhos (para você – está vendo? te disse que um dia colocaria isto no post!!!), pois você 
não permite; me elogia quando estou sem maquiagem; me permitir lavar a alma e só ficar do meu lado.

Não diria que você voltou a ser meu melhor amigo, pois seria impossível rever a época de distanciamento, porém, é reconfortante, tê-lo na minha vida outra vez.
Algumas das mais importantes conversas foram com você, sejam pelas indagações, sejam pelos papos inspirados em vã filosofia (mas isso merece um post exclusivo).
Espero que você goste das palavras acima e lembre-se: só porque você pediu.

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