Arquivo do mês: dezembro 2011

Voilà

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Dedico este post a Rafaela Dutra, Viviane Gurgel e Dani Cascaes.

Hoje dois fatos antagônicos me fizeram perceber algo defendido por mim há algum tempo e recentemente li no livro da Danuza “É tudo tão simples” (recomendo a leitura):

“É, a vida é assim. Pessoas com interesses comuns se atraem; são amizades sinceras que, dependendo das circunstâncias, tornam-se mais sinceras ainda – ou não – e duram o tempo dessa coincidência de circunstâncias.
Sobre as amizades, mais uma coisinha: se você estiver mal, e precisar de alguém para ouvir que ele te deixou, que o novo trabalho não pintou, ou coisas do gênero, vai ter um monte de gente para ouvir, dar um ombro; mas se ganhou na Mega-Sena, está com um namorado maravilhoso e vai comprar uma ilha em Angra, fique quieta, calada, para evitar olho grande, e não só por isso. Ao contrário do que se diz, amigos existem na hora em que a vida está péssima. Mas se ficar tudo maravilhoso, prepare-se para momentos de grande solidão. Costuma ser difícil suportar o sucesso dos outros.

Eu já comprovei isso inúmeras vezes e hoje tive a prova cabal disso.
Ao mesmo tempo que uma coisa péssima ocorria e eu com o meu sarcasmo resolvi rir, fazer graça da minha desgraça. Não obstante, a extensa grande maioria equivocadamente interpretou o contrário, achando que se tratava de uma notícia boa, para festejar comigo. Quando lhes contei o inverso, ao invés de ajudar com uma palavra amiga, optaram por tentar me jogar mais pedras. “É fácil machucar o cão já morto”. Péssimo ditado, mas era nisso que pensava quando ouvia tais palavras. Igual e infelizmente comprovado hoje, lógico que metaforicamente falando.
Se antes eu já confia em poucas pessoas, agora, reduzi mais um tanto a minha lista.
Este ano foi o ápice de coisas ruins e no fim, o saldo incrivelmente foi positivo. Até para meu espanto, inclusive.
Conheci pessoas maravilhosas, em especial do mundo jurídico, que pensam como eu (julgava ser uma extraterrestre neste ramo acadêmico), representadas pela querida Viviane Gurgel, e ainda outras com as quais me identifiquei totalmente, como a musa Dani Cascaes.
Não sei como eu conseguia viver sem vocês, sem exageros.
Deram um ânimo à minha vida que voltou a colorir, justificando a minha vontade de me expressar e liberar pensamentos que lotam a minha mente, permitindo extravasar por aqui.
Do mesmo modo que, enquanto chorava a minha tristeza sozinha, pois a garota do rímel borrado que sou, chora sozinha no escuro, daí, o espaço deste blog no qual  propicia aliviar minhas angústias e minha dor.
Uma amiga, aquela amiga irmã alma gêmea minha, me ligou com uma notícia maravilhosa, absolutamente capaz de melhorar o dia e me fazer rir como sempre. Era tanta coisa a contar que um único telefonema não foi possível de matar toda a minha saudade, nem as suas mensagens de texto dos últimos dias. Entendi o porquê da sua ausência e não importa o quanto tempo passe, ela está lá.
Ao desligar o telefonema dela, me lembrei automaticamente do trecho e do ditado infeliz acima mencionado.
Bateu a vontade de aproveitar como desfecho uma parte do texto da Fernanda Mello:
“Eu comecei minha faxina. Tudo o que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas) eu coloquei dentro de uma caixa. E joguei fora. (Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade). A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções. E fazer uma espécie de Feng-shui na alma.”

Aproveito o ensejo coincidente da chegada de um próximo ano para dar mais valor a quem quer meu bem e entende meus momentos de dúvidas e de indagações. Sempre questionarei. Conformar-se não faz parte da minha essência. É imprescindível o desafio de querer bem. Agora, só me cabe afastar as pessoas propagadoras da inveja e do mau-olhado.
Voilà, permaneço seguindo os ensinamentos da Danuza, pois afinal é tudo tão simples.
Logo, simplificando, atinjo os meus objetivos que não são escassos e usufrutuarei de tudo que lutei para conseguir com as pessoas merecedoras ao redor, é claro.

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Arrebatadoras paixões

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Surgiu o tema como ideia de uma conversa com uma amiga que adora esta cor magenta!
Não existe fórmulas ou instruções secretas de como se apaixonar.
Para mim, as minhas melhores estórias as quais guardo e as reconto aqui são aquelas capazes de produzir um sorriso.
Geralmente, nunca estavam nos lugares que eu procurava. Diversas vezes deveria ter prestado mais atenção a quem estava do meu lado.
Talvez, pensando um pouco melhor, somente daria um único precioso conselho: desencane! Desencane?! Isso mesmo: relaxe e divirta-se.
Quando eu saio sem expectativas (sem pensar em alguém especial ou mesmo me sentindo nada atraente), eu me surpreendo.
Acredito que quando você sente-se perfeitamente confortável em ser solteira, alguém aparece para bagunçar sua vida, certo? Meias verdades: ninguém especial ou nas minhas arrebatadoras paixões foi alguém que vinha e bagunçava a minha vida.
Muito pelo contrário era aquele cara que me deixa confortável, a relação é natural, não altera quase nada na minha rotina, aceita alguns dos meus amigos, gosta de me acompanhar em qualquer evento, não tenta me mudar ou ainda me apoia.
Destes, eu só guardo boas lembranças.
Entendam que as verdadeiras paixões são calmas, serenas, sem explosões de sentimentos de ciúmes ou cobranças.
Não se preocupe que quando menos esperar, ele aparece e a arrebatadora paixão acontece.

 

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Resoluções

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Final de ano e começa aquela ladainha de resoluções para o próximo ano, se muitos forem como eu, sempre enumeram sem fim as mesmas vontades que nunca serão cumpridas até serem novamente incluídas no ano subsequente.
Só que este ano, optei por inovar: não fazer resoluções nada realistas.
Estabeleci metas a serem cumpridas: ler todos os livros que estão na minha cabeceira e no armário (contei – tenho mais de vinte livros esperando serem lidos: este ano fui muito negligente com a minha leitura); ter mais tempo para lazer (ir ao cinema ou simplesmente um “dolce far niente” mensal);  viajar mais (inclusive para visitar amigos distantes); estar mais presente aos meus amigos que ainda meio relapsa; cuidar mais de mim (que andei relaxando um pouco); voltar finalmente para o Italiano; gastar menos (minha conta bancária agradece! Comprar só o necessário, pois tenho mais do que suficiente. Ainda mantive a compra do meu triondas como único objeto de desejo não adquirido este ano); trabalhar meu lado espiritual que devassado; participar de um projeto voluntário; trocar minha câmera digital, meu laptop e meu mp4; e por fim, melhorar meus rumos profissionais.
Acredito que são coisas plausíveis de serem realizadas.
Ah, com absoluta certeza (o pleonasmo aqui é necessário para destacar minha ênfase), minha psicóloga, já está levantando a sobrancelha  esquerda e se perguntando: “e quanto às resoluções amorosas Dona Amanda? Por que não foram incluídas?”. Se estivesse na análise, não me permitiria mudar de assunto, responderia que: “Quanto ao amor, estou trabalhando as minhas neuras que não são poucas, fazendo o possível, para esbarrar com ele por aí e tentando evitar as escolhas vacilantes do passado.”
Não dizem que a vida é a arte do encontro?! Pois então uma hora quando estiver pronta eu esbarro com ele por aí, talvez, seja este meu falho defeito no qual é uma luta constante contra comigo mesma. Não me permito desistir para ser considerada a perdedora a qual muitos torcem pela derrota. Já perdi muitos rounds, mas jamais a batalha. 

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Paz para meu espírito

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Faz um bom tempo que queria descrever o ocorrido.
É um capítulo da minha vida que me transformou e não, não me refiro a que a maioria poderá supor.
Só os envolvidos saberão do que falo aqui.
Nunca imaginei que em um mesmo dia perderia duas pessoas de extrema relevância. Eram os meus leais confidentes que por um erro bobo e totalmente infantil meu (sempre assumi a minha culpa nesta crise para meu desespero e choro sem fim, suportei tudo sozinha, perplexa pela maturidade e serenidade naquele momento).
Por quebra de confiança perdi meus melhores amigos e pela primeira vez estava absolutamente sozinha. Sofri muito no mais absoluto silêncio.
Fingindo para os outros que estava tudo bem entre nós.
Sei que nada poderá retomar o encanto perdido.
O cristal despedaçou-se e quando isso ocorre é impossível recuperar sua vitalidade e seu brilho.
Mas para minha sorte e paz para meu espírito, fui perdoada e perdoei também.
É claro que algumas rachaduras nas amizades permanecem, para nosso triste azar.
Não somos mais melhores amigos. Inexplicável para quem não vive isso comigo, porém está tudo bem, afinal, não sou forte o suficiente para  me despedir de queridos e carinhosos amigos. Razão pela qual me afastei também e entendi a distância, lutando com todas as minhas garras por amizades tão preciosas.
Doi no fundo da minha alma o quanto sofri e o pior de tudo foi trazer dor a quem eu amava muito. Fazê-los sofrer foi a minha pior punição, acreditem.
Ainda permanecem resquícios, temas obscuros e proibidos os quais cumpro a pena, com plena aquiescência.
Espero que num futuro próximo, gostaria de reunir pessoas tão essenciais num encontro para que o perdão entre vocês seja mútuo também. Nunca deixei de acreditar em vocês e nas suas amizades. Sempre torci, torço e torcerei pelo melhor em suas vidas! Obrigada pela minha mais delicada lição!

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Culto à imagem

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Nada melhor para alegrar meu dia do que um elogio, principalmente, justo no dia em que estou me sentindo nem um pouco atraente.
Basta um elogio para estampar um sorriso sincero.
É tanta pressão para ser atraente que, muitos infelizmente, sucumbem às padrões irreais criados por programas de computadores.
Somos bombardeados com tanta informação enganosa que afeta nosso sistema de questionamento crítico.
Esta má influência está em toda a parte.
Quando a realidade confronta a falsidade empregada, o choque é abrupto.
Ninguém precisa ser magérrima para ser feliz – posso lhes garantir que encontro a mesma dificuldade na hora das compras que as mais “cheinhas”. As peças mais descoladas nunca tem tamanho p ou se tem, fica enorme em mim. Saio igualmente frustrada. Calças dificilmente ficam bem em mim e é aquela tensão, se eu acho, compro, pois sabe-se lá quando encontrarei outra.
Sei o quanto é contraditório este post uma vez que já escrevi sobre a minha necessidade de estar bem arrumada. Lógico que também tenho os meus dias em que a preguiça domina e  não tenho forças para pensar em combinações. Ou só quero mesmo é vestir uma roupa confortável, ficar o dia todo de pijama ou só um blusão antigo; rabo, trança ou coque no cabelo; sapatilha ou rasteirinha.
Quero deixar claro que não é este o tema aqui tratado.
Fico perplexa quando vejo meninas, garotas e até mesmo mulheres crescidas inconformadas com seu corpo, seu rosto, seu peso, seu cabelo… Geralmente, elas nuncas se satisfazem, a baixa auto-estimas delas é deprimente haja vista que não importa o quanto elas ouçam, parecem ter uma distorção auricular e visual da realidade.
A felicidade não corresponde à beleza exterior. A beleza exterior hoje pode ser comprada e manipulada. Contudo, não se enganem: não importa quantas plásticas e recauchutagens vocês façam, não será a sua garantia plena.
Fico horrorizada com as notícias de plásticas autorizadas em mulheres cada vez maior.
Aliás, não é minha tese aqui de defender o não uso de qualquer cosmético ou maquiagens sendo quem conhece sabe o número exagerado de produtos que tenho.
Estes foram adquiridos ao longo do tempo e  de tanto que falo disso, acabo transmitindo este vício aqueles que convivem diariamente comigo.
Maquiar-se é uma arte. Ninguém nasce sabendo. Para mim, considero um momento de meditação na qual como uma alquimia complexa combinada com brincadeira de criança, escolho quais produtos usarem, tipo de cores de sombras para ornarem com as respectivas escolhas de blush e batom, que tipo de efeito pretendo deixar na pele. Nunca fica igual. Quando estou entendiada fico treinando passar delineador (apanho muito para deixar a linha fina) ou inventar misturas de sombras junto com pinceis diferentes.
Pode até ser fútil, mas é o meu lado lúdico que retomo nestas horas. É  totalmente dispensável que o evento seja importante, arrumo-me inclusive para os mais boçais; Assim, me animo.
No entanto, fica evidente a necessidade de impedir que a pressão do corpo perfeito seja profundido a meta como um culto à imagem nas quais seus seguidores podem ser fatais.
Tristemente, gerando a morte prematura de pessoas nesta busca tão prescindível.
Ame-se do jeito que você é. A felicidade é o melhor segredo de beleza!
Diga não ao culto à imagem.

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Balde de água fria

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O calor é tanto que preguiça e cansaço definem.
Não tenho forças para digitar neste laptop tão calorento.
Quando twittei há pouco sobre meu desejo de um balde de água fria.
Imediatamente, lembrei do hit da Pastora Mara Maravilha – “E quando eu pensei/ Que a gente até podia/Você jogou um balde de água fria/Ai meu Deus/Eu fui acreditar em você “. Confesso que detinha o LP e me matava de dançar e cantar esta música imaginando que tinha um microfone.
Com o verão chegando, há grandes probabilidades de baldes de águas frias ocorram em uma porcentagem alarmante.
Afinal, está próximo 2012 e as esperanças aumentam ao mesmo passo que as desilusões continuam as mesmas.
Nada muda se você não mudar.
Não acredite apenas em palavras que podem ser facilmente distorcidas para agradar e fingir uma realidade inexistente.
Observe o comportamento e as atitudes que são melhores para análise das reais intenções.
Nunca desista de ir em frente, todavia, deixo meu conselho de  confiar, pois demora mas, um dia chega.
Não se esqueça de aproveitar ao máximo o verão para divertir-se enquanto isso.
Tudo tem a sua hora, eu garanto!

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Amarrações para o amor

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Li isto no caminho da análise e já havia visto cartaz semelhante em outros lugares espalhados pela cidade.
Fiquei indagando quem procuraria isto. Obviamente alguém muito desesperada, pois dentre mais de sete bilhões espalhadas pelo mundo, somente uma única pessoa seria responsável pela sua felicidade.
Se a pessoa não quis permanecer, não adiante orixás, reza brava ou qualquer outro recurso para que a faça ficar. Neste caso, pior ainda, além da pessoa ficar, ela deve te amar.
Ora, façam-me o favor, né?
Lógico que já sofri muito por amor e mea culpa ainda sofro (basta só reler alguns dos posts anteriores), mas sempre que possível procuro viver e abstrair.
Não gosto de melodramas. Não tempo a perder com isso – lição aprendida na qual sou mestra, aliás. Ocupo meu tempo com coisas agradáveis: ler, dançar, sair com amigos e rir tanto até doer minha barriga!
Detesto este tipo de joguinho, sinceramente.
Se o cara começar a encher com ciuminhos e briguinhas, me afasto, tenho problemas sérios demais na minha vida para ficar me preocupando com cenas tão baixas e fúteis.
Ao ler o cartaz, também fiquei curiosa a respeito de quanto seria o valor da consulta e quais seriam as providências que seriam necessárias.
Minha criatividade igualmente foi mais além e já pensou bobeiras justificáveis a prender o maldito. Nos dias atuais, só com muita perversão, carência e ausência de auto-estima para encarar isto.
Para mim, tudo se resume a inexistência e a preservação do romantismo, da sinceridade, da fidelidade, do amor, da delicadeza, bem como da concessão somada à comunicação.
Não obstante, havia prometido a uma amiga que logo incluiria em um próximo post este trecho: “Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, amar virou coisa de gente corajosa.”
A coragem em amar e se expor só cabe aos valentes de coração aberto. Acrescentaria também muitos colhões em se entregar a outra pessoa a preocupação de cuidar, querer bem, desejar sempre o melhor, mesmo que implique em sua infelicidade, ceder e apoiar nos piores momentos.
Isto que é amar!
O que anda ocorrendo a minha volta, posso lhes garantir que não é. Trata-se de possessividade (coisificar a pessoa a mera posse), consumismo exagerado com diversas e aleatórias pessoas, egoísmo ao optar somente fazer o que lhe convém, hedonismo. Isto nunca poderá ser a explicação ao significado de amor.
Além disso, suplico por um pouco mais de romantismo, por favor!
Onde foram parar as entregas de flores, jantares românticos, bilhetinhos e cartinhas de amor? Ou ainda abrir a porta para uma dama, ficar do lado de fora da calçada para protegê-la? Não vejo mais nenhum cavalheiro fazendo isso. Duvido esbarrar com algum cavalheiro por aí.
Homens garanto que se fizerem, serão recompensados. Mas não o façam somente pela recompensa que é apenas um bônus, um agradecimento.
Tudo foi desencadeado por um fato relatado a mim hoje. E fiquei indagando, sem obter qualquer resposta: alguém sabe aonde foi parar o romantismo? O que ele come? Onde vive? Hoje no Globo Repórter! (não poderia deixar de escrever esta piadinha da galera do fundão do twitter!).
Porque é conhecimento notório de que amarrações para o amor não funcionam.
Com relação ao amor, só o tempo que dirá a respeito, a nós cabe viver e superar, seguindo em frente a um futuro promissor.

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