Amarrações para o amor

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Li isto no caminho da análise e já havia visto cartaz semelhante em outros lugares espalhados pela cidade.
Fiquei indagando quem procuraria isto. Obviamente alguém muito desesperada, pois dentre mais de sete bilhões espalhadas pelo mundo, somente uma única pessoa seria responsável pela sua felicidade.
Se a pessoa não quis permanecer, não adiante orixás, reza brava ou qualquer outro recurso para que a faça ficar. Neste caso, pior ainda, além da pessoa ficar, ela deve te amar.
Ora, façam-me o favor, né?
Lógico que já sofri muito por amor e mea culpa ainda sofro (basta só reler alguns dos posts anteriores), mas sempre que possível procuro viver e abstrair.
Não gosto de melodramas. Não tempo a perder com isso – lição aprendida na qual sou mestra, aliás. Ocupo meu tempo com coisas agradáveis: ler, dançar, sair com amigos e rir tanto até doer minha barriga!
Detesto este tipo de joguinho, sinceramente.
Se o cara começar a encher com ciuminhos e briguinhas, me afasto, tenho problemas sérios demais na minha vida para ficar me preocupando com cenas tão baixas e fúteis.
Ao ler o cartaz, também fiquei curiosa a respeito de quanto seria o valor da consulta e quais seriam as providências que seriam necessárias.
Minha criatividade igualmente foi mais além e já pensou bobeiras justificáveis a prender o maldito. Nos dias atuais, só com muita perversão, carência e ausência de auto-estima para encarar isto.
Para mim, tudo se resume a inexistência e a preservação do romantismo, da sinceridade, da fidelidade, do amor, da delicadeza, bem como da concessão somada à comunicação.
Não obstante, havia prometido a uma amiga que logo incluiria em um próximo post este trecho: “Em uma época em que os desejos duram o tempo de uma estação, amar virou coisa de gente corajosa.”
A coragem em amar e se expor só cabe aos valentes de coração aberto. Acrescentaria também muitos colhões em se entregar a outra pessoa a preocupação de cuidar, querer bem, desejar sempre o melhor, mesmo que implique em sua infelicidade, ceder e apoiar nos piores momentos.
Isto que é amar!
O que anda ocorrendo a minha volta, posso lhes garantir que não é. Trata-se de possessividade (coisificar a pessoa a mera posse), consumismo exagerado com diversas e aleatórias pessoas, egoísmo ao optar somente fazer o que lhe convém, hedonismo. Isto nunca poderá ser a explicação ao significado de amor.
Além disso, suplico por um pouco mais de romantismo, por favor!
Onde foram parar as entregas de flores, jantares românticos, bilhetinhos e cartinhas de amor? Ou ainda abrir a porta para uma dama, ficar do lado de fora da calçada para protegê-la? Não vejo mais nenhum cavalheiro fazendo isso. Duvido esbarrar com algum cavalheiro por aí.
Homens garanto que se fizerem, serão recompensados. Mas não o façam somente pela recompensa que é apenas um bônus, um agradecimento.
Tudo foi desencadeado por um fato relatado a mim hoje. E fiquei indagando, sem obter qualquer resposta: alguém sabe aonde foi parar o romantismo? O que ele come? Onde vive? Hoje no Globo Repórter! (não poderia deixar de escrever esta piadinha da galera do fundão do twitter!).
Porque é conhecimento notório de que amarrações para o amor não funcionam.
Com relação ao amor, só o tempo que dirá a respeito, a nós cabe viver e superar, seguindo em frente a um futuro promissor.

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1 comentário

Arquivado em Contos, Cultura e Entretenimento, Divagações, Pessoal

Uma resposta para “Amarrações para o amor

  1. Graças às amarrações para o “amor” hoje temos casamentos infelizes, baseados em tristeza, apego, ambição, orgulho, egoismo, traição, cárcere, humilhação, entre outros sentimentos de baixo calão.
    Deus nos deu a liberdade, o livre arbítrio, mas as pessoas insistem em viver amarradas, aprisionadas em sua pequenez. Isso serve tanto para quem quer “amarrar”, quanto para a vítima! sobre este assunto leia “Quem me roubou de mim” Pe. Fábio de Melo.

    Beijos querida! sempre leio seus posts, dessa vez resolvi comentar!

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