Arquivo do mês: janeiro 2012

Para sempre?!

 

Não acredito em definitivo ou eternidade.
Nada é para sempre!
O “viveram felizes para sempre” são exclusivamente apropriados para contos de fadas, como  um toque de fantasia.
Quem acredita nisto, está predestinado à infeliz caça de utopias.
Para quem não sabe, utopias (é um neologismo de  Thomas More que em sua obra assim intitulada retratava um reino ideal, irreal e imaginário).
Logo, inexiste utopia e por sua vez, também inexiste “viver feliz para sempre”.
Até porque é ilógico alguém estar constantemente feliz e principalmente feliz ao lado de uma única pessoa visto que o crescimento da taxa da mortalidade pode ser relacionada ao número de divórcios.
É inerente ao ser humano a inconstância, busca pela novidade e descontentamento.
Atire a primeira pedra quem nunca teve uma discussão cabulosa com seu respectivo parceiro. Nós discordamos em diversos pontos importantes na estrutura de relação uma vez que conviver com alguém que sempre concorda com tudo é igualmente monótono e entendiante.
As nossas diferenças são mordazes às personalidades humanas, aprendemos a tolerar o outro, a ceder e fazer concessões.
Nada é para sempre nem a nossa vida.
Então fica a pergunta: por que insistimos em procurar um parceiro ideal utópico que viva feliz para sempre com a gente?! 
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Mentira deslavada

A grande mentira que me contaram é que se você estrala seus dedos, eles engrossam.
Posso garantir que não. Desde que me conheço por gente (minhas primeiras lembranças), ouço isso e estralo meus dedos.
Até hoje não engrossaram nada se bem que eu gostaria que engrossassem, pois raramente encontro aneis para os meus finos e delicados dedos de tamanho 11. Aliás, é o menor número de anel, geralmente, apropriados para crianças.
Como mania sigo a estralar meus dedos, pensando que  aquelas broncas um dia se tornem realidade.
Enquanto não ocorre continuo a comprovar que se trata de mentira deslavada na qual o estralo não engrossam os dedos. 

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Voo livre da Borboleta

Desafios são encantadores para mim.
Ser livre é o meu prêmio de vencedora.
A liberdade é  capaz de travar as maiores batalhas pelas quais vale a pena morrer.
A satisfação de ter o seu espaço é imensurável.
Sempre ligo a liberdade com o processo de transformação do lagarto em borboleta. Paralelamente, ligo a associação que a minha “Little BIG Siz” ou alguém fez: “a borboleta antes é aquele bicho nojento da taturana, não pode ser considerado como algo belo.”
Discordo do apontamento dela, pois acredito na beleza da borboleta reside especificamente nesta razão: ninguém é puramente belo ou ainda, a feiura pode ser transformada em beleza.
Nada é eterno.
O ciclo da vida permite a comparação fidedigna com a borboleta desde a fase em que é apenas uma taturana até que se feche em um casulo para modificar-se numa bela borboleta.
Não podemos negar a inveja daquele voo livre da borboleta a qualquer lugar ou tempo.
Nada permanece incólume uma vez que somos  resultados dos acontecimentos, caindo como uma luva a citação de Montaigne:  “A força de qualquer decisão reside no tempo.”
Finalizo, acrescentando que o tempo é capaz curar de mágoas e feridas, não são apenas clichês, como também são desafios da vida a serem superados.

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Cansa a minha beleza

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Busco escrever quando alguma inspiração acontece.
Pela primeira vez, encontrei dificuldade em tecer minha opinião sobre um tema.
Nos últimos tempos, tenho visto e lido inúmeros debates sobre relacionamentos e o que é amar.
No cd que está “on repeat” no meu carro, escutei algo que o Caetano Veloso falou durante a música “Sozinho”: “desisti mas não resisti”. Este trecho me marcou porque tenho encontrado muitos relacionamentos enrolados sem concluir o seu desfecho por todos os lados. Todos tem desistido de uma relação, mas não resistem quando o desistido bate à porta. Já repararam?
Por quê?
Poderia citar infinitas razões para isto ocorrer, como por exemplo, o hábito e o costume, apego à rotina, sem surpresas ou novidades que ironicamente são os mesmos motivos para o término.
Dei um conselho a alguém recentemente sobre sugar a sua energia ou “cansar a minha beleza”, como eu digo. São sempre as mesmas queixas e reclamações sobre o namoro.
Ninguém quer definitivamente confessar o quanto gosta da companhia do parceiro(a) e prefere sofrer sozinha(o) enquanto se cuida por aí.
Tanto cuidado criou muros transparentes e intransponíveis nos quais é preferível permanecer só do que admitir um relacionamento.
Por isso, qualquer discussão no relacionamento cansa a minha beleza. Não obstante apesar de desistir, não resisto ao seu charme. 

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Aqueles que te desejam “se cuide”

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Pensei muito em publicar este texto, mas como ele está me perturbando é melhor publicar e deixar para trás.
E hoje para completar me deparei com frase da Clarice Lispector: ‎”Palavras até me conquistam temporariamente, mas atitudes me ganham ou me perdem para sempre.”
Diante de todas as dicas, não teve como não publicar. 

Todo mundo tem um rolo mal resolvido, no mínimo, no qual sempre rola flertes e codificações específicas a ele somente inteligíveis aos receptores.
Nossa, como me irrita esta inércia paralisante, sabe?!
(Até já escrevi em outro texto.)
Não obstante, diante do estresse dos últimos dias resolvi explicitar melhor.
Esta mensagem subliminar de quando você me deseja que “eu me cuide” ou  “crie juízo” (tenho um imediato monólogo mental pensando no quanto isto é contraditório visto suas “inatitudes” ou comportamentos reprováveis).
Se você tivesse noção do que o meu juízo me aconselha a fazer, certamente, não me desejaria isso uma vez que ele berra no meu interior para me desapegar de você, te deletar e dar uma chance para aquele rapaz mais interessante, charmoso, carismático que adora dançar.
Ou ainda, deveria ao menos, sossegar o seu coração afirmando que tenho seguido às riscas os seus conselhos e me cuidando: saindo e conhecendo gente nova, como aquele cara, carioca (minha perdição, por sinal), lutador de vale-tudo com um corpo escultural enquanto você (que só paga a mensalidade da academia e raramente frequenta). Está certo de que ele não é o mais culto, porém, fique tranquilo que o meu interesse nele não diz respeito a isto, se bem que ele é bem charmoso quando  tenta instigar minha inteligência com assuntos e troca as informações, mas a verdade seja dita é que nem me importo.
Se eu quiser filosofar ou discutir a hermenêutica dos mais diversos temas não me faltam amigos para debater.
Também deveria te tranquilizar afirmando que tenho me cuidado muito quando você é insuportavelmente arrogante comigo, te coloco em uma geladeira imaginária a qual você permanece até minha raiva de você passar e neste meio tempo te substituto de melhor amigo de todos com aquele outro melhor amigo meu, aquele que você morre de ciúmes e brigou, não fala dele nem sob tortura.
Outro defeito seu é essa sua infantilidade e como nossa relação é pautada, não adianta – maturidade não é o nosso forte, estamos fadados a nos comportar como se ainda tivéssemos 13 anos ou quando tentamos ser um pouco adultos, no máximo, chegamos aos 18 anos, não passamos disso.
Sempre me cuidei e isso é intolerável para você que tenta sempre arrancar de mim que eu peça para você cuidar de mim, mas sinto muito, sou gata escaldada demais para deixar minhas fragilidades a mostra até para você depois partir como marinheiro de porto a porto sem destino fixo.
Ah, por fim, esta mensagem subliminar de “se cuide” não é compatível com o meu sistema de interpretação haja vista que inexiste significado correspondente no meu dicionário, da próxima vez, diga o que sente, sob pena de estar fadado sempre a ser rotulado como amigo e estar ciente ao vácuo do arrependimento das coisas exclusivamente desejadas enquanto eu me cuido por aí.
Para vocês, “se cuidem”! 

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Uma homenagem aos “televiciados”

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Hoje dedico este post a uma grande amiga que me acompanha por mais de uma década já neste vício da televisão: Samantha C.

Olha, sinceramente, se tem uma coisa que não vivo sem é assistir televisão. Desde muito pequena já era aficionada por novelas.  Todavia, sempre havia um prazo de término, para minha tristeza. Não deixava que meus pais programassem viagens em dias e horários que pudessem colidir com o último capítulo. Para mim, era um sacrilégio tais desvaneios.
Só que em um determinado momento, como um sinal, meu pai decidiu assinar tv a cabo e foi aí que a minha longa caminhada de vício se deu. Era maravilhoso este mundo dos seriados: com temporadas a prolongar histórias emocionantes indeterminadamente.

Desde o início sempre tive a companhia nesta jornada desta amiga a quem dedico o texto, pois eram horas e horas durante a aula de Educação Física que comentávamos os seriados e os acontecimentos deles decorrentes. Logo depois, minha irmã uniu-se à nossa incansável jornada.
Confesso aqui que tenho um fascínio pelos diálogos das garotas Gilmore. Lorelai é única – tento travar conversas tão absurdas, aleatórias, rapidamente como elas. Tinha a capacidade de acompanhava aqueles diálogos entre mãe e filha. Não consegui entender o trauma dela com casamentos, era como se fosse um pavor, né? O que importa que ela é agora a Lorelai reinante para todo o sempre em meu coração.
O sonho de toda apaixonada por sapatos era ter o closet de SATC, bem como ser amiga das garotas Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. Um brinde às meninas regado de muito Cosmopolitan!
Em se tratando de sonhos do mundo fashion, não posso deixar de mencionar “The OC” e seus personagens masculinos adoráveis, meu homem perfeito seria a combinação de: corpo de Luke, o humor de Seth Cohen, a inteligência de Ryan (gostaria de ser salva por ele como Marisa que só metia em encrencas!) e a sagacidade de Sandy Cohen.
Orange County também me deu um dos meus favoritos realities shows: Laguna Beach. Tinha dó da LC quando passava pelo amor não correspondido com Stephen (que aliás era um babaca), ódio mortal à Kristin Cavallari. Em The Hills, queria ser amiga de LC quando ela não tinha amigos verdadeiros em Beverly Hills, bem como o casal mais detestável de todos tempos Spencer Pratt e Heidi Montag. Logo depois surgiu, The City com a amiga de LC a Whitney sendo constantemente maltratada pela bela “fashionista” Olivia Palermo.
E quem não começou a reparar na equipe técnica de direção e de produção desde Dawson´s? Ele era péssimo até por perder a garota, Joey Potter (Katie Holmes detestável desde sempre e agora eternamente por ter se casado com Tom Cruise com todo aquele escândalo na Oprah?!), para seu melhor amigo, Pacey. Porém, não perdoo o Kevin Williamson por ter permitido aquele fatídico final à Jen Lindley (maior sacanagem em todos os finais de seriados!).
Nossa, como eu sofria com Felicity – concordo plenamente com a vinheta do Canal Sony que deveriam trocar seu nome para Tristecity. Este seriado teve sim um final digno, diga-se de passagem.
De produtores amados, também deve ser incluído J.J. Abrams, por ter iniciado a carreira com a Felicity. Ter observado o talento de Jennifer Garner e ter lhe dado Alias (Sidney Bristow). Sou uma fã das personagens femininas dele! Logo, no meio tempo, ter inovado com Lost.
Por falar em Lost, adorei sim seu final misterioso e espiritual (sou pirada por transcendência).

Devo comentar sobre a carreira de Matthew Fox. Como se esquecer de Charlie Salinger em Party of five?! Sempre fui do TeamBailey: aquele bom moço todo fofo! Detestei quando a Sarah o abandona para seguir carreira solo em seriado spin-off que óbvio não deu certo. Toma esta, Sarah Reeves! Não souberam aproveitar o talento da Jennifer Garner!
Quando se fala em bom moço, como se esquecer de Brandon Walsh (minha primeira paixão por personagens) com aquele topete? Além de trabalhar no The Peach Pit, aguentava a chata da sua irmã gêmea, Brenda e a sua namorada mala, Kelly Taylor.  O seriado 90210 foi o primeiro  a ser seguido fielmente: também tinha uma queda por Dylan Mckay (o meu “bad boy” favorito até hoje).
Menção honrosa a Friends que deveria ser pérpetuo, como o episódio naquele seriado do “Good morning, Miami”, com os inesquecíveis música de “smelly cat” que gruda na sua cabeça; as trapalhadas do Joey e seu “how you doing?”, com uma piscadinha; as nerdices e os inúmeros casamentos de Ross, bem como de seu “unangi”; a mania de organização e complexo por limpeza da Monica; as piadinhas inapropriadas e sem graça do Chandler; as crises da Rachel, defendo que o Ross sim, estava certo eles tinham dado um tempo; e por fim: aquele sonoro irritante e estridente “Oh my God!” da Janice?!
Outra eterna paixão é Ally McBeal (minha irmã adquiriu o DVD da 1ª temporada), adorava o ambiente criado por David E. Kelly, com a sintonia musical da trilha sonora de Vonda Shepard.
Adoro seriados de investigação: aprendi excelentes truques com Veronica Mars, CSI (no começo era bom, mas hoje está muito óbvio e batido para meu gosto), Castle (adoro a irreverência do personagem principal), The Closer, Law & Order: Special Victims Unit, Criminal Minds, Lie to me e Bones (Temperance Brennan e sua incapacidade social, sou apaixonada por David Boreanaz desde Buffy e Angel).
Minha comédia favorita ainda transmitida é The Big Bang Teory, com uma das cenas mais hilariantes de Sheldon Cooper: “Zodíaco? Sim, isso quer dizer que você faz parte da desilusão cultural em massa de que a aparente posição do sol em relação as constelações na hora do seu nascimento afeta sua personalidade de alguma forma.”
Não consigo desprender de HIMYM – tenho uma teoria sobre quem seria a mãe.
Infelizmente, hoje tenho poucas séries as quais sigo religiosamente: Revenge (adoro quando tem personagens nomeadas de Amanda), The Good Wife, The Mentalist (Patrick Jane é demais, sou apaixonada por Simon Baker – antes mesmo de “O Diabo veste Prada”), 2 brooke girls , Gossip Girls (Serena é outra que só se mete em  confusões, relacionamento conturbado entre Blair e Chuck, intrigas e o mistério por trás de quem seria a Gossip girl, XoXo),Drop Dead Diva.

Ainda por apelo ao tempo, continuo a seguir as peripécias de Yang e Meredith (ficou muito monótona Grey´s – Shonda Rhimes perdeu a mão quando se utiliza de mortes dos personagens principais, enfraquecendo o enredo). Identifico-me mais com a Addie, se bem que a história deste spin-off não me agrada muito também, mas sigo na esperança de melhoria.
Se eu fosse famosa e convidada a apresentar SNL, faria um quadro de paródia de ANTM. Sério, como ainda ninguém não satirizou: aquelas brigas, os barracos, a seleção e a frase “Will A and B please step forward. I have two beautiful ladies standing before me, but I have only one photo in my hand, and this photo represents the one of you that will still be in the running towards becoming America’s Next Top Model. I will only call one name, and the girl that I do not call must immediately return to your loft here, pack your belongings, and go home.”
Lembro-me que na época do vestibular não restou dúvidas quanto ao turno pretendido na faculdade, pois até meu pai foi categórico ao afirmar que nos exatos termos: “continuaria a estudar no turno matutino para não atrapalhar a minha programação noturna”.
Graças aos bons deuses, chegou ao BR, o TiVo e agora eu já não mais sofro quando duas séries coincidem em horários!

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