Uma homenagem aos “televiciados”

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Hoje dedico este post a uma grande amiga que me acompanha por mais de uma década já neste vício da televisão: Samantha C.

Olha, sinceramente, se tem uma coisa que não vivo sem é assistir televisão. Desde muito pequena já era aficionada por novelas.  Todavia, sempre havia um prazo de término, para minha tristeza. Não deixava que meus pais programassem viagens em dias e horários que pudessem colidir com o último capítulo. Para mim, era um sacrilégio tais desvaneios.
Só que em um determinado momento, como um sinal, meu pai decidiu assinar tv a cabo e foi aí que a minha longa caminhada de vício se deu. Era maravilhoso este mundo dos seriados: com temporadas a prolongar histórias emocionantes indeterminadamente.

Desde o início sempre tive a companhia nesta jornada desta amiga a quem dedico o texto, pois eram horas e horas durante a aula de Educação Física que comentávamos os seriados e os acontecimentos deles decorrentes. Logo depois, minha irmã uniu-se à nossa incansável jornada.
Confesso aqui que tenho um fascínio pelos diálogos das garotas Gilmore. Lorelai é única – tento travar conversas tão absurdas, aleatórias, rapidamente como elas. Tinha a capacidade de acompanhava aqueles diálogos entre mãe e filha. Não consegui entender o trauma dela com casamentos, era como se fosse um pavor, né? O que importa que ela é agora a Lorelai reinante para todo o sempre em meu coração.
O sonho de toda apaixonada por sapatos era ter o closet de SATC, bem como ser amiga das garotas Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. Um brinde às meninas regado de muito Cosmopolitan!
Em se tratando de sonhos do mundo fashion, não posso deixar de mencionar “The OC” e seus personagens masculinos adoráveis, meu homem perfeito seria a combinação de: corpo de Luke, o humor de Seth Cohen, a inteligência de Ryan (gostaria de ser salva por ele como Marisa que só metia em encrencas!) e a sagacidade de Sandy Cohen.
Orange County também me deu um dos meus favoritos realities shows: Laguna Beach. Tinha dó da LC quando passava pelo amor não correspondido com Stephen (que aliás era um babaca), ódio mortal à Kristin Cavallari. Em The Hills, queria ser amiga de LC quando ela não tinha amigos verdadeiros em Beverly Hills, bem como o casal mais detestável de todos tempos Spencer Pratt e Heidi Montag. Logo depois surgiu, The City com a amiga de LC a Whitney sendo constantemente maltratada pela bela “fashionista” Olivia Palermo.
E quem não começou a reparar na equipe técnica de direção e de produção desde Dawson´s? Ele era péssimo até por perder a garota, Joey Potter (Katie Holmes detestável desde sempre e agora eternamente por ter se casado com Tom Cruise com todo aquele escândalo na Oprah?!), para seu melhor amigo, Pacey. Porém, não perdoo o Kevin Williamson por ter permitido aquele fatídico final à Jen Lindley (maior sacanagem em todos os finais de seriados!).
Nossa, como eu sofria com Felicity – concordo plenamente com a vinheta do Canal Sony que deveriam trocar seu nome para Tristecity. Este seriado teve sim um final digno, diga-se de passagem.
De produtores amados, também deve ser incluído J.J. Abrams, por ter iniciado a carreira com a Felicity. Ter observado o talento de Jennifer Garner e ter lhe dado Alias (Sidney Bristow). Sou uma fã das personagens femininas dele! Logo, no meio tempo, ter inovado com Lost.
Por falar em Lost, adorei sim seu final misterioso e espiritual (sou pirada por transcendência).

Devo comentar sobre a carreira de Matthew Fox. Como se esquecer de Charlie Salinger em Party of five?! Sempre fui do TeamBailey: aquele bom moço todo fofo! Detestei quando a Sarah o abandona para seguir carreira solo em seriado spin-off que óbvio não deu certo. Toma esta, Sarah Reeves! Não souberam aproveitar o talento da Jennifer Garner!
Quando se fala em bom moço, como se esquecer de Brandon Walsh (minha primeira paixão por personagens) com aquele topete? Além de trabalhar no The Peach Pit, aguentava a chata da sua irmã gêmea, Brenda e a sua namorada mala, Kelly Taylor.  O seriado 90210 foi o primeiro  a ser seguido fielmente: também tinha uma queda por Dylan Mckay (o meu “bad boy” favorito até hoje).
Menção honrosa a Friends que deveria ser pérpetuo, como o episódio naquele seriado do “Good morning, Miami”, com os inesquecíveis música de “smelly cat” que gruda na sua cabeça; as trapalhadas do Joey e seu “how you doing?”, com uma piscadinha; as nerdices e os inúmeros casamentos de Ross, bem como de seu “unangi”; a mania de organização e complexo por limpeza da Monica; as piadinhas inapropriadas e sem graça do Chandler; as crises da Rachel, defendo que o Ross sim, estava certo eles tinham dado um tempo; e por fim: aquele sonoro irritante e estridente “Oh my God!” da Janice?!
Outra eterna paixão é Ally McBeal (minha irmã adquiriu o DVD da 1ª temporada), adorava o ambiente criado por David E. Kelly, com a sintonia musical da trilha sonora de Vonda Shepard.
Adoro seriados de investigação: aprendi excelentes truques com Veronica Mars, CSI (no começo era bom, mas hoje está muito óbvio e batido para meu gosto), Castle (adoro a irreverência do personagem principal), The Closer, Law & Order: Special Victims Unit, Criminal Minds, Lie to me e Bones (Temperance Brennan e sua incapacidade social, sou apaixonada por David Boreanaz desde Buffy e Angel).
Minha comédia favorita ainda transmitida é The Big Bang Teory, com uma das cenas mais hilariantes de Sheldon Cooper: “Zodíaco? Sim, isso quer dizer que você faz parte da desilusão cultural em massa de que a aparente posição do sol em relação as constelações na hora do seu nascimento afeta sua personalidade de alguma forma.”
Não consigo desprender de HIMYM – tenho uma teoria sobre quem seria a mãe.
Infelizmente, hoje tenho poucas séries as quais sigo religiosamente: Revenge (adoro quando tem personagens nomeadas de Amanda), The Good Wife, The Mentalist (Patrick Jane é demais, sou apaixonada por Simon Baker – antes mesmo de “O Diabo veste Prada”), 2 brooke girls , Gossip Girls (Serena é outra que só se mete em  confusões, relacionamento conturbado entre Blair e Chuck, intrigas e o mistério por trás de quem seria a Gossip girl, XoXo),Drop Dead Diva.

Ainda por apelo ao tempo, continuo a seguir as peripécias de Yang e Meredith (ficou muito monótona Grey´s – Shonda Rhimes perdeu a mão quando se utiliza de mortes dos personagens principais, enfraquecendo o enredo). Identifico-me mais com a Addie, se bem que a história deste spin-off não me agrada muito também, mas sigo na esperança de melhoria.
Se eu fosse famosa e convidada a apresentar SNL, faria um quadro de paródia de ANTM. Sério, como ainda ninguém não satirizou: aquelas brigas, os barracos, a seleção e a frase “Will A and B please step forward. I have two beautiful ladies standing before me, but I have only one photo in my hand, and this photo represents the one of you that will still be in the running towards becoming America’s Next Top Model. I will only call one name, and the girl that I do not call must immediately return to your loft here, pack your belongings, and go home.”
Lembro-me que na época do vestibular não restou dúvidas quanto ao turno pretendido na faculdade, pois até meu pai foi categórico ao afirmar que nos exatos termos: “continuaria a estudar no turno matutino para não atrapalhar a minha programação noturna”.
Graças aos bons deuses, chegou ao BR, o TiVo e agora eu já não mais sofro quando duas séries coincidem em horários!

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