Arquivo do mês: fevereiro 2012

O que é ser a garota do rímel borrado

Tudo começou com a música da Madonna (que já foi garota irreverente e ousada), “What it feels like for a girl” que fez muito sentido para mim ao retratar tão fielmente como me sentia ou como fui criada:
“Maciez sedosa/Lábios tão doces quanto uma bala, baby/Jeans azul apertado/Pele que se mostra em fendas/Força interior, mas você não sabe/Garotinhas boas nunca se mostram/Quando você for abrir bem a boca para falar/Poderia ser um pouco frágil?/Você sabe como se sente uma garota?/Você sabe como se sente uma garota neste mundo?/Por uma garota/Cabelos que se enrolam nas pontas dos dedos tão delicadamente, baby/Mãos que descansam sobre o quadril arrependendo-se/Mágoas que não deveriam ser mostradas/E lágrimas que caem quando ninguém sabe/Quando você está tentando muito ser a melhor/Poderia ser um pouco menos?”
A maioria de nós fomos criadas para ser dócil e gentil; somente expor uma opinião quando lhe for dirigida a palavra (falar muito pouco); nunca gritar, falar palavrão e Deus me livre uma garota arrotar!; deve sempre tão agradável e sorridente; não demonstrar mais inteligência que os rapazes; a garota será conduzida, jamais guiada.
Termos tão arcaicos e chauvinistas que lhes parece tratar-se de um guia de comportamentos dos séculos anteriores. Infelizmente, não. Apesar de nossos pais que tiveram meninas, nos ensinarem a sermos independentes, ainda somos cobradas socialmente para sermos consideradas bem-sucedidas devemos ter um namorado/noivo/marido, constituir família, continuamos a ganhar menos que os homens, inclusive diante de poucas mulheres a alcançarem os postos dos mais alto escalões (nestes casos, é possível observar como as mulheres foram moldadas à masculinidade, afastando os seus laços femininos).
Somos cobradas pelas segunda e terceira jornada, esta última representa à obsessão de estar sempre impecável, bela, bem arrumada, cabelos alisados, sem maquiagem e/ou nada de fios arrepiados (posso me incluir aqui – mea culpa: mas como toda Material Girl, me rebelo e utilizo das mais ousadas cores na maquiagem como se retornasse à minha infância de peripécias).
A mulher moderna é cobrada constantemente e julgada em todos os aspectos, nunca parece vencer a luta dos anseios sociais impostos ao mundo feminino. A mulher anula-se para se enquadrar no mercado de trabalho. Consequentemente, é sucumbente na vida familiar por ser considerada péssima companheira, quiçá ser reprovada no seu papel materno. E por fim, é rejeitada por não se enquadrar nos padrões sociais aceitáveis de comportamentos.
Madge estava certíssima quando afirma nas dificuldades de ser uma garota. Em razão disso, surge o rímel borrado como um espaço dedicado à mulher moderna que não é categorizada em qualquer tipo de mulher visto que a mulher não é fixa, é mutável conforme às condições ambientais do momento vivido por elas.
Todavia, no paradigma atual é muito raro, ela deparar-se com uma espécime masculina capaz de satisfazer algumas da suas exigências, pois o homem contemporâneo está perdido na frustrada e inoperante tentativa de lhe agradar. Ele é sempre reprovado com louvor!
Esta garota aprendeu de tudo um pouco para ser autossuficiente e esperar por um homem nos mesmos padrões ou superior a elas, enquanto ele não é desenvolvido, ela aprende a trocar pneu, comprar um abridor  (se ela não conseguir abrir sozinha), viaja sozinha para todo e qualquer lugar, dirige à noite (quando ela quiser).
O seu maior desafio é fazer o que desejar. 

A minha garota do rímel borrado, em particular, não circularia por aí sem maquiagem, salto, joias e/ou bolsa. Ela levaria tudo nos piores momentos de humilhação (inclusive lenços de papel, demaquilante e um belo guarda-chuva: aguentaria tudo no mais belo sorriso e somente quando chegasse em casa, então ela desabaria), pois o maior sonho dela é estar bem consigo, pagar a conta e ser dona do seu destino, sozinha ou acompanhada, como melhor lhe aprouver. Ela sabe o que deve ser feito pela sua felicidade e disso, ela jamais abrirá mão!

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Lição a ensinar

Sempre ouvi que devemos ensinar o que aprendemos.
Eu aprendi a duras penas, com muito rímel borrado e coração despedaçado que: “A gente tem que aprender a escutar o coração. Para quem não sabe, a hora certa nunca existe” (Clarissa Corrêa).

Este foi um tema recorrente durante a semana Carnaval, principalmente após o término. 
Repeti a minha lição iniciante de que “o interessado dá um jeito” a algumas pessoas incrédulas, batendo as suas cabeças na parede por insistirem em alguém que não as merece, seja por falta de tempo (atenção), seja por menosprezo.
Tem algum de profundo e sincero em nosso coração que te sussurra a abandonar algo/alguém que não te faz bem, só te faz sofrer.
Igualmente, não adianta que alguém aja  ou fale de acordo com o que você deseja.
Se você der o poder a outro pela capacidade de sua felicidade, você nunca será plena e completa. Sempre viverá inacabada e infeliz. Não se deixe de lado, abandonar amigos e momentos de lazer por alguém ao ponto de se anular também.
Não há como controlar outros, já é difícil ter algum controle sobre nossa própria vida, imagina tentar ineficientemente com a vida de terceiros.
Nem preciso dizer o quanto isto está fadado ao insucesso.
Tenho visto muita gente procurar nos lugares errados pela “pessoa certa”. Para mim, “pessoa certa” é aquela que está com você naquele momento. 
Não se pode querer encontrar alguém enquanto não se muda velhos  hábitos de desvalorização pessoal.
Deve-se apreciar o seu valor: evitar pessoas que te fazem mal ou negativas/pessimistas (cuidado: estas podem contaminar o seu estado de espírito).
Por muito tempo, insisti em padrões e amizades, especialmente, que não me sentia confortável e seriamente comprometida com minha vida. Não obstante, apenas com o amadurecimento conheci gente incrível e resgatei o que me dá prazer.
É justamente nestas horas de lucidez clarividente que alguém tão bacana apareceu. Se deu certo ou não, só o tempo dirá.
No entanto, posso lhes garantir que nada muito fácil, desprovido de esforço, pode durar.
Tudo tem o seu tempo, não procure apressar nada, sob pena de ocorrerem desastres. 
Quando você está bem, focada no que lhe é importante, ele chega de mansinho, sem avisar e por lá fica até enquanto for necessário. Tudo é muito simples e tranquilo, pois você conhece de plano os seus medos e as suas falhas, expondo-as e solicitando compreensão para superá-los. Ele te ajuda, mostra o quanto se importa, por exemplo, quando você teve um péssimo dia, te liga no dia seguinte só para saber como você está, se conseguiu resolveu. Só lhe te dá um conselho quando você o solicita, não te julga ou ainda faz joguinhos para te magoar.
A vida é um ciclo. Tudo que vai, volta. Sempre reflito sobre o que me acontece para tentar me compreender e afastar os mesmos erros para que quando ele chegar novamente, eu esteja preparada para embarcar neste relacionamento do zero. Acreditem em mim, outras garotas de rímels borrados por aí, um hora quando você menos suspeitar, ele chega e você era feliz antes da sua vinda. Esta é a minha lição a ensinar, se bem que às vezes, posso me esquecer também e duvidar. Porém, nunca abro mão da esperança do seu aparecimento.
 

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Febre de concurseira = inscrições abertas!

Texto publicado ontem no Twitter da @mi_mentz (Michelle de M. Gomes), igualmente foi postado no Facebook que por conta do humor e da redação tão eloquente, solicitei permissão da autora para que também fosse publicado para a posteridade!

Somente os concurseiros e os demais membros do mundo jurídico entenderão os termos utilizados pela sua escritora.

Leiam atentamente e divirtam-se com o texto sobre aprovação e nomeação ao cargo de namorado:

 

Edital nº 01/2012
Eu, Michelle, no uso de minhas atribuições, venho tornar público o Edital nº 01/2012 para Seleção de nova pessoa p/ a qual destinarei minhas preocupações:

1. Número de vagas, características do cargo e cadastro de reserva:

1.1 Número de vagas e descrição do cargo: O presente edital rege especificamente sobre a abertura de 1 (uma) vaga para o cargo descrito. Visto o caráter de cargo de confiança, o horário de trabalho é integral, porém sem escala pré-fixada, incluindo a necessidade de disponibilidade no período noturno, aos finais de semana e feriados, bem como para viagens. O namorado será responsável por atividades afetivas, de entretenimento, relações públicas, aconselhamento psicológico, cuidados básicos e atenção à saúde da namorada. O namorado deverá estabelecer vínculo único e irrestrito com a Presidente do edital, sendo que estará sujeito a repreensões e punições quando do não cumprimento desta cláusula de exclusividade.

1.2 Requisitos mínimos exigidos para o cargo – todos indispensáveis: Ser um homem verdadeiramente Cristão, ser solteiro, de qualquer nacionalidade, com escolaridade mínima de curso superior ou que ao menos esteja cursando (pensando em cursar, não será aceito). Beleza reconhecida pelo senso comum – não basta ser um rostinho bonito; tem que ter muita cuca no lance.

2. Do processo seletivo:

2.1 Das inscrições: As inscrições serão realizadas através de email: sevcnaosabe@menorestuaschances.com.br
Somente serão aceitas inscrições com fotos anexas e ficha de inscrição (favor solicitar à Presidente em caso de interesse) devidamente preenchida. Os candidatos se responsabilizam pela veracidade das informações prestadas, pelo esclarecimento das mesmas quando solicitado e as devidas penalidades frente às autoridades competentes quando da não veracidade das informações e não cumprimento dos quesitos referentes a este edital. O período de inscrições se estende entre os dias 25/02/2012 às 00 horas (horário oficial de Brasília) e 29/02/2012 às 23:59. Não serão aceitas quaisquer justificativas quanto a problemas na realização das inscrições. Não serão aceitas inscrições por procuração ou recursos para recorrer do resultado de quaisquer das etapas deste processo seletivo ou de seu resultado final.

2.2 Das etapas do processo seletivo:

2.2.1 Das especificidades de cada etapa e dos quesitos de aprovação nas mesmas: As etapas deste processo consistem em: a) avaliação da ficha de inscrição; b) teste psicológico; c) prova escrita e oral; d) teste de paciência. Todas as etapas possuem igual valor. A pontuação final será uma somatória de cada etapa individual.Será aprovado o candidato que obtiver o maior número de pontos totais e aproveitamento superior a 75% em todas as etapas.

2.2.2 Critérios de desempate: Caso ocorra empate no resultado final, o desempate considerará o desempenho nos seguintes critérios:
a) Sabe cozinhar; b) Agradou a família da futura namorada; c) Qualificação profissional avançada; d) Idade; e) Passou no teste de paciência com maior nota.

3. Divulgação dos resultados e validade do concurso: A divulgação dos resultados será feita até 31/03/2012 às 23 h (horário oficial de BSB) neste local e/ou no facebook (se vc não sabe o endereço terá menos chances ainda). Este concurso tem validade de 12 meses a partir da data de publicação do resultado, sendo possível sua prorrogação por mais 12 meses. Devido à possível prorrogação da validade deste concurso, os demais candidatos aprovados nas etapas anteriores formarão cadastro de reserva para eventual abertura futura de vaga.

4. Das disposições finas:

4.1. Não poderá implicar com o time da namorada no dia seguinte ao jogo – basta no dia e pronto;

4.2. Candidatos das demais religiões/credos terão seus currículos analisados.

Ponta Grossa, 24/02/2012

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Os bonzinhos sempre são os piores

Ao conversar com uma amiga de longa data sobre tipos de homens (alguns inclusive já retratados por aqui), chegamos à fatídica conclusão de que os bonzinhos estão no topo da lista.
Sim, eu tenho um ranking de alerta sobre tipos de pessoas (leia-se homens) que conheci e costumo separá-los de acordo com os pontos da categoria selecionada.
Tenho a alma de uma adolescente de treze anos, no máximo quinze anos (quando adquiro alguma sabedoria de músicas de “boy bands”), criei e desenvolvi o hábito de discutir os relacionamentos e demais correlatos com estas amigas, incrível como chegamos à mesma conclusão.

Todo mundo já teve uma história assim (no meu caso  até agora compatibilizo quatro situações): você está cansada da sua vida amorosa, em especial com os desfechos, seja por se considerar um dedo-podre, seja por se apaixonar por um cafajeste.
Deixar-se levar por um cafajeste em tempos modernos é um disparate de tão absurdo, pois só é enganado quem quer, aprendi isto com alguns chifres recebidos (não tenho pudor de contar estas histórias), os sinais estão lá e sempre são os mesmos (escreverei um texto próprio).
Todavia, depois de inúmeros pesares com o inevitável término (vulgo pé na bunda), você vai lá e resolve fazer tudo diferente uma vez que alguém te disse que se quer obter outros resultados deve agir diferente (quase sempre digo isso aos amigos em apuros): dando uma chance aquele cara bonzinho, amigo de todo mundo que você costuma dançar nas festas quando está sem par ou liga para ele quando está se sentindo feia (quem nunca?).
Geralmente, eles costumam ser bem nerds (não tenho nada contra nerds, muito pelo contrário, meus melhores relacionamentos foram com nerds, por isso tenho um tombo bem contundente por eles), sem um traquejo social aceitável, tem dificuldades de se expressar, você até pode desconfiar (são raros os que conseguem disfarçar) ou é surpreendida em um momento de sinceridade chocante inebriada por copos de cerveja.
Numa célere agilidade de pensamentos conflituosos, você resolve ouvir a voz (pelo amor de Deus não é interior e sim exterior de tantos conselhos apontando como você escolhe mal) que você deixa acontecer.
A partir deste momento, acredite na minha experiência você está ferrada! Ele trata com todo deferimento e cuidados que você acaba virando uma manteiga derretida apaixonada, suspirando pelos cantos e até algumas podem te confessar a visão de passarinho azul de filmes da Disney (por enquanto não me enquadro neste paradoxo, mas nunca diga nunca).
Depois de tanta melação não é que o 
dito cujo resolve agir como todos aqueles crápulas que você jurou nunca mais se envolver (já ouvi da boca de um que somente estava procurando satisfazer meu interesse baseado nos meus relacionamentos anteriores. Pode isso Arnaldo?!
Daí o que seria o fim das lamúrias, passa a ser seu pior tormento. Eles te testam até o limite para aprender este maldito jogo de relacionamentos no qual se é feliz quando o outro é infeliz, está preocupado ou movido pela insegurança dos ciúmes.
Quando ele termina com você, você está mais aos cacos do que por qualquer outro cara.
Pode-se juntar todos os términos e perceber que você nunca ficou tão mal assim   – aliás, ocorre em todo término, exceto quando você detesta o seu parceiro, os sintomas serão diversamente opostos com pulos de alegrias e muitas celebrações.
Ele tentará espalhar a todos os cantos como você é a perfeita vilã dos relacionamentos e que agora ele não tratará ninguém bem como ele tratou (só que ao contrário viu!!!), consequentemente, ele passa a ser o pior jogador deste maldito jogo e tudo isso por sua culpa, segundo ele adora proferir por aí.
Ainda não finalizei o estudo por completo para chegar à base do teorema a ser ilustrado e exposto em todos os cantos, contudo, a conclusão é unânime: os bonzinhos sempre são os piores!
Espero algum me provar o quanto estou errada.

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A Verdade do Bem: Êxtase de Pura Reflexão

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Quem sobreviveu às tristezas e superou as trevas pode com perfeição aproveitar os momentos de felicidades.
Os momentos de felicidades são tão raros.
Chorar é mais fácil do que rir, pois atualmente vivemos em um mundo repleto de egoísmos, orgulhos próprios em detrimento da sociedade.
O outro perde à importância no onipresente “EU”.
São poucas as pessoas direcionadas a fazer o bem. Isto não quer dizer só aparentar visto que as aparências são facilmente perceptíveis. Enganam-se apenas a si e não aos outros.
Pregar o bem e viver o bem.
Sem julgamentos pejorativos do próximo. Supor-se melhor do que os demais.
Não ocorre simetria de equivalência com cada mal praticado, dito e/ou proferido corresponde a um bem feito. Não funciona assim!
Somos marcados pelos nossos atos.
Viva e pratique o bem inconscientemente, sem pensar nas prováveis consequências (procure não se arrepender posteriormente do que não aconteceu). Esteja rodeado de pessoas animadas de astral elevado. Sua vida flui e tudo se encaixa na qual sua beleza transparece em êxtase de pura reflexão.

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Sina do Perdão

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Nunca fui completa.
Talvez, por isso, não saiba me esclarecer totalmente.
Entendam que utilizo deste espaço como meio de esvaziar minha mente.
As palavras são a fonte de libertação na qual rasgo meu corpo e disponibilizo uma forma de acalento para o desvaneio de meu coração (espírito).
A minha ansiedade pulsa perturbantemente nos meus pensamentos até desviar a minha atenção do que seria o óbvio.
Tenho a infeliz capacidade de magoar às pessoas mais próximas. Nunca propositalmente. É um lapso uma vez que os meus acertos raramente são celebrados, enquanto meus erros são apontados e apedrejados, com enorme, espantosa e surpreendente facilidade.
Liberar e/ou aliviar o que me sufoca, faz de mim, uma perfeita arquiteta, engenheira e pedreira de um muro rígido repleto de silêncio e solidão.
É a triste sina de uma garota do rímel borrado.
Não tenho a pretensão de demolir o muro por inteiro, porém, quem sabe, em algum momento, sinta-me confortável para que as pessoas observem a garota do rímel borrado descalça e completamente despida de receios ou ainda meus pesadelos com incertas traições.
É só uma oportunidade.
O perdão é o início: somente encontro dificuldade em perdoar e ser perdoar.
Um dia aprendo a fórmula e ensino a quem também procura aprender isso. É uma promessa e eu sempre cumpro as minhas promessas. Minha palavra tem sentido de dever-obrigação.

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Enrascadas acadêmicas

tumblr_lt7qt07VLQ1qaahgro1_250Sempre fui fascinada pelo desafio.
Aquela ideia de superar o obstáculo.
Talvez, por esta razão, sempre me meti em enrascadas acadêmicas.
Nunca escrevi artigos/monografias sobre algo já sedimentado no mundo jurídico.
Sempre procurei temas inovadores, diferentes nos quais poucos doutrinadores se atreveram a pontuar sua opinião tão explicitamente.
Nem preciso mencionar que dificilmente há legislação e/ou jurisprudência sobre o tema pesquisado.
Preciso pesquisar em inúmeros livros, ler diversos pontos de vista para que eu possa chegar à alguma conclusão. Conclusão minha, diga-se de passagem.
Curto muito quando é imprescindível uma incessante leitura a qual a única explicação é a minha submersão, com fôlego para resumos e muitos fichamentos sobre o tema.
Outra coisa que adoro participar é de organização de congressos. Verdade seja dita, meu lado nerd toma conta – procuro nunca perder um, conheço tanta gente, me desiludo com algum palestrante que antes admirava ao expor sua opinião egocêntrica.
Também, sempre embarquei nas enrascadas acadêmicas de projetos de pesquisa. Quem já participou de um bem o sabe. O quanto é frustrante. Tanto trabalho e esforço não reconhecido. Sempre decorre uma certa urgência extrema de prazos justo na época de provas, trabalhos, problemas amorosos ocorrem.
Sério, tenho uma teoria de que os artigos ou apresentações em Congressos esperam ansiosamente mediante os cosmos indiquem o quanto sua vida está atribulada e problemática para que seu orientador o procure demandando a composição de algum trabalho acadêmico que esteja pronto exatamente na data em que você estará ocupada.
Além disso, quem mais pode saber o quanto se sofre ao participar de algum projeto de pesquisa, sem contar com o agendamento de intermináveis encontros, claro que marcados na madrugada de sábado, após uma balada imperdível. Você como boa acadêmica universitária dá uma passada na balada e deixar inúmeros despertadores prontos para te acordar. Pontualmente você chega no horário pré-determinado, mas é claro que a sua orientadora não é descendente britânica. Igualmente, marca no mesmo horário com seus orientadores de TCC.
Posteriormente de tanto esforço e tempo desprendido, após o encerramento do projeto de pesquisa, você retorna a mesma posição de nada ter sido alterado, apenas adquiriu conhecimento sobre um assunto inovador.
Nunca retomo um assunto já pesquisado e sedimentado por mim.
É imprescindível arriscar na novidade mais uma vez.

Dedico este post às minhas incansáveis amigas acadêmicas que me acompanham nesta jornada de aventura, sempre indagando qual seria o motivo de pesquisarmos temas sem tanto material e meio ‘viajados’ do que escrever sobre algo banal e pacífico: Lívia e Rafaela.
De igual modo dedico a todos que se sentem assim por se jogarem nestas enrascadas acadêmicas! 

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