Os bonzinhos sempre são os piores

Ao conversar com uma amiga de longa data sobre tipos de homens (alguns inclusive já retratados por aqui), chegamos à fatídica conclusão de que os bonzinhos estão no topo da lista.
Sim, eu tenho um ranking de alerta sobre tipos de pessoas (leia-se homens) que conheci e costumo separá-los de acordo com os pontos da categoria selecionada.
Tenho a alma de uma adolescente de treze anos, no máximo quinze anos (quando adquiro alguma sabedoria de músicas de “boy bands”), criei e desenvolvi o hábito de discutir os relacionamentos e demais correlatos com estas amigas, incrível como chegamos à mesma conclusão.

Todo mundo já teve uma história assim (no meu caso  até agora compatibilizo quatro situações): você está cansada da sua vida amorosa, em especial com os desfechos, seja por se considerar um dedo-podre, seja por se apaixonar por um cafajeste.
Deixar-se levar por um cafajeste em tempos modernos é um disparate de tão absurdo, pois só é enganado quem quer, aprendi isto com alguns chifres recebidos (não tenho pudor de contar estas histórias), os sinais estão lá e sempre são os mesmos (escreverei um texto próprio).
Todavia, depois de inúmeros pesares com o inevitável término (vulgo pé na bunda), você vai lá e resolve fazer tudo diferente uma vez que alguém te disse que se quer obter outros resultados deve agir diferente (quase sempre digo isso aos amigos em apuros): dando uma chance aquele cara bonzinho, amigo de todo mundo que você costuma dançar nas festas quando está sem par ou liga para ele quando está se sentindo feia (quem nunca?).
Geralmente, eles costumam ser bem nerds (não tenho nada contra nerds, muito pelo contrário, meus melhores relacionamentos foram com nerds, por isso tenho um tombo bem contundente por eles), sem um traquejo social aceitável, tem dificuldades de se expressar, você até pode desconfiar (são raros os que conseguem disfarçar) ou é surpreendida em um momento de sinceridade chocante inebriada por copos de cerveja.
Numa célere agilidade de pensamentos conflituosos, você resolve ouvir a voz (pelo amor de Deus não é interior e sim exterior de tantos conselhos apontando como você escolhe mal) que você deixa acontecer.
A partir deste momento, acredite na minha experiência você está ferrada! Ele trata com todo deferimento e cuidados que você acaba virando uma manteiga derretida apaixonada, suspirando pelos cantos e até algumas podem te confessar a visão de passarinho azul de filmes da Disney (por enquanto não me enquadro neste paradoxo, mas nunca diga nunca).
Depois de tanta melação não é que o 
dito cujo resolve agir como todos aqueles crápulas que você jurou nunca mais se envolver (já ouvi da boca de um que somente estava procurando satisfazer meu interesse baseado nos meus relacionamentos anteriores. Pode isso Arnaldo?!
Daí o que seria o fim das lamúrias, passa a ser seu pior tormento. Eles te testam até o limite para aprender este maldito jogo de relacionamentos no qual se é feliz quando o outro é infeliz, está preocupado ou movido pela insegurança dos ciúmes.
Quando ele termina com você, você está mais aos cacos do que por qualquer outro cara.
Pode-se juntar todos os términos e perceber que você nunca ficou tão mal assim   – aliás, ocorre em todo término, exceto quando você detesta o seu parceiro, os sintomas serão diversamente opostos com pulos de alegrias e muitas celebrações.
Ele tentará espalhar a todos os cantos como você é a perfeita vilã dos relacionamentos e que agora ele não tratará ninguém bem como ele tratou (só que ao contrário viu!!!), consequentemente, ele passa a ser o pior jogador deste maldito jogo e tudo isso por sua culpa, segundo ele adora proferir por aí.
Ainda não finalizei o estudo por completo para chegar à base do teorema a ser ilustrado e exposto em todos os cantos, contudo, a conclusão é unânime: os bonzinhos sempre são os piores!
Espero algum me provar o quanto estou errada.

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Arquivado em Contos, Divagações, Pessoal, Romance

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