Sina do Perdão

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Nunca fui completa.
Talvez, por isso, não saiba me esclarecer totalmente.
Entendam que utilizo deste espaço como meio de esvaziar minha mente.
As palavras são a fonte de libertação na qual rasgo meu corpo e disponibilizo uma forma de acalento para o desvaneio de meu coração (espírito).
A minha ansiedade pulsa perturbantemente nos meus pensamentos até desviar a minha atenção do que seria o óbvio.
Tenho a infeliz capacidade de magoar às pessoas mais próximas. Nunca propositalmente. É um lapso uma vez que os meus acertos raramente são celebrados, enquanto meus erros são apontados e apedrejados, com enorme, espantosa e surpreendente facilidade.
Liberar e/ou aliviar o que me sufoca, faz de mim, uma perfeita arquiteta, engenheira e pedreira de um muro rígido repleto de silêncio e solidão.
É a triste sina de uma garota do rímel borrado.
Não tenho a pretensão de demolir o muro por inteiro, porém, quem sabe, em algum momento, sinta-me confortável para que as pessoas observem a garota do rímel borrado descalça e completamente despida de receios ou ainda meus pesadelos com incertas traições.
É só uma oportunidade.
O perdão é o início: somente encontro dificuldade em perdoar e ser perdoar.
Um dia aprendo a fórmula e ensino a quem também procura aprender isso. É uma promessa e eu sempre cumpro as minhas promessas. Minha palavra tem sentido de dever-obrigação.

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