Lição a ensinar

Sempre ouvi que devemos ensinar o que aprendemos.
Eu aprendi a duras penas, com muito rímel borrado e coração despedaçado que: “A gente tem que aprender a escutar o coração. Para quem não sabe, a hora certa nunca existe” (Clarissa Corrêa).

Este foi um tema recorrente durante a semana Carnaval, principalmente após o término. 
Repeti a minha lição iniciante de que “o interessado dá um jeito” a algumas pessoas incrédulas, batendo as suas cabeças na parede por insistirem em alguém que não as merece, seja por falta de tempo (atenção), seja por menosprezo.
Tem algum de profundo e sincero em nosso coração que te sussurra a abandonar algo/alguém que não te faz bem, só te faz sofrer.
Igualmente, não adianta que alguém aja  ou fale de acordo com o que você deseja.
Se você der o poder a outro pela capacidade de sua felicidade, você nunca será plena e completa. Sempre viverá inacabada e infeliz. Não se deixe de lado, abandonar amigos e momentos de lazer por alguém ao ponto de se anular também.
Não há como controlar outros, já é difícil ter algum controle sobre nossa própria vida, imagina tentar ineficientemente com a vida de terceiros.
Nem preciso dizer o quanto isto está fadado ao insucesso.
Tenho visto muita gente procurar nos lugares errados pela “pessoa certa”. Para mim, “pessoa certa” é aquela que está com você naquele momento. 
Não se pode querer encontrar alguém enquanto não se muda velhos  hábitos de desvalorização pessoal.
Deve-se apreciar o seu valor: evitar pessoas que te fazem mal ou negativas/pessimistas (cuidado: estas podem contaminar o seu estado de espírito).
Por muito tempo, insisti em padrões e amizades, especialmente, que não me sentia confortável e seriamente comprometida com minha vida. Não obstante, apenas com o amadurecimento conheci gente incrível e resgatei o que me dá prazer.
É justamente nestas horas de lucidez clarividente que alguém tão bacana apareceu. Se deu certo ou não, só o tempo dirá.
No entanto, posso lhes garantir que nada muito fácil, desprovido de esforço, pode durar.
Tudo tem o seu tempo, não procure apressar nada, sob pena de ocorrerem desastres. 
Quando você está bem, focada no que lhe é importante, ele chega de mansinho, sem avisar e por lá fica até enquanto for necessário. Tudo é muito simples e tranquilo, pois você conhece de plano os seus medos e as suas falhas, expondo-as e solicitando compreensão para superá-los. Ele te ajuda, mostra o quanto se importa, por exemplo, quando você teve um péssimo dia, te liga no dia seguinte só para saber como você está, se conseguiu resolveu. Só lhe te dá um conselho quando você o solicita, não te julga ou ainda faz joguinhos para te magoar.
A vida é um ciclo. Tudo que vai, volta. Sempre reflito sobre o que me acontece para tentar me compreender e afastar os mesmos erros para que quando ele chegar novamente, eu esteja preparada para embarcar neste relacionamento do zero. Acreditem em mim, outras garotas de rímels borrados por aí, um hora quando você menos suspeitar, ele chega e você era feliz antes da sua vinda. Esta é a minha lição a ensinar, se bem que às vezes, posso me esquecer também e duvidar. Porém, nunca abro mão da esperança do seu aparecimento.
 

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