Rota de colisão

Hoje atingi e superei o limite de tudo que já aguentei.
Engoli sapos acima do que meu sistema digestivo permitia.
A tolerância foi para brejo literalmente.
Suportar calada gentilmente não fez bem e a partir de agora, mudei o trajeto. 
Dias atrás, cai um mega tombo na rua. Não levantei de um ímpeto, como antes fazia, continuei sentada, observando aqueles hematomas, como tantos outros já teve, viu que não era nada grave –  para quem sempre teve a perna colorida de roxões e verdes. Como de costume, ao retomar, passou todos os cremes e remédios que dispõe para curar rapidamente. Disso eu tenho conhecimento.
Os relacionamentos me indicaram o quanto ainda posso ser pisoteada, massacrada, subjugada. No entanto, a minha maior mágoa é minha própria, pois me sinto tão frustrada por não cumprir os meus desejos. A cada dia, percebo o quanto estou longe de chegar. Portanto, as minhas atitudes serão equivalentes ao tratamento recebido e se você não curtir, não tem problema, afinal, só quero lhes escrever e desejar o mais fino “foda-se!”.
A rota de colisão foi o ponto de partida da mudança: adeus aquela garota do rímel borrado toda meiga e simpática com todos. Ela optou aposentar-se com todas as baixas de estilo, ao invés de tirar as férias e todas as licenças as quais lhe incumbia.
Adeus a máscara que passava no meu rosto uma vez que o rímel será a prova d´água, logo, os choros e os soluços serão abafados somente neste espaço.

 

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