Da série de desenvolturas da garota do rímel borrado: a morte do manjericão

Era aquele mesmo lugar de sempre. A rotina de lá tornou-se confortável. Tão cômoda que nem tinha reparado a princípio o belo jovem que a admirava.
De repente, pelo menos para ela, pois na verdade, não foi tão repentino assim como ela idealizou, ele chegou até a bela moça com quem trocou uma intensidade de olhares.
Era uma conversa tão agradável que ela lhe entregou seu número. Mal podia acreditar a jovem quando ele ligou convidando-a para um café no dia seguinte.
Tudo transcorria normalmente até que ele teve de retornar para sua cidade. A distância parecia não conhecer limites e começaram a se falar diariamente sobre tudo.
Novamente, ele viajou desta vez a passeio para o exterior, anotando todas as dicas de lugares que ela repassou. Do saboroso manjericão que apenas existe naquele lugar. Neste momento, ele comentou que na casa de seus pais havia um pé daquele manjericão e assim que retornasse lhe entregaria uma muda daquele manjericão.
Só que alguma coisa havia mudado, ele continuou falando quando as portas estavam fechadas e ele foi obrigado a desligar o telefone.
Ela não havia percebido a mudança dele. Depois daquela viagem tudo se tornou claro, ele não estava disponível a todo momento como antes e manteve-se distante dela, apesar de continuarem eventuais conversas. Ela chegou a questionar se ele estava envolvida com outra, mas torceu para estar tão somente encucada com a situação.
Mais uma vez, repentinamente, ele reapareceu numa empolgação contagiante, informando-lhe que estaria no final de semana na casa de seus pais, convidando-lhe para sair a fim de que cumprisse com a promessa de entregar o manjericão.
Ela percebeu o quanto ele estava frio e bem escorregadio. Nada soube dele durante o final de semana, todavia, ele somente retornou suas preocupantes ligações para lhe dizer que não seria possível o encontro combinado uma vez que o manjericão havia morrido.
Não foi necessário a análise por um expert para concluir que ele veio acompanhado e não conseguiu escapar. Ela? Nem deu se importou com a situação, afinal, também aprecia salsinha, batatinha, tomate…
Bem sabe a moça de que a vida precisa de tempero e um pouco de sal   o qual o vacilante desta história não soube misturar – para a sorte dela que nem precisou ficar de luto!

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Arquivado em Contos, Desenvolturas, Pessoal, Romance

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