Aquele momento

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Fiquei absolutamente hipnotizada pelo filme “As Virgens Suicidas” (primeiro longa de Sofia Coppola) com uma das falas iniciais ao ser indagada pelo motivo da tentativa, Cecília imediatamente responde: “Obviamente, doutor. O senhor nunca foi uma menina de 13 anos”. 
Nada havia feito tão sentido para mim, ainda uma garota de 14 anos que sabia muito bem dos dilemas de enfrentar o início da adolescência até conseguir transmutar à maturidade.
São momentos como esse que simplesmente por uma fala em um filme ou um trecho de determinada música que nos retrata como sentimos.
É algo profundamente marcante perceber que não é a única a sentir-se assim.
Não confio em quem não sente ou prefere afundar os sentimentos para evitar possíveis sofrimentos.
Sou capaz de identificar o ano de uma música quando a ouço porque me remota àquela época, o que sentia e o que me acontecia.
Procuro sempre ter uma música especial à minha trilha sonora biográfica tão íntima a meu subconsciente e a mais ninguém.
Descarrilhar com uma música, um filme, um livro é tão  pessoal quanto suas preferências. Ninguém é obrigado a gostar de tudo e de todos, muito menos concordar.
Prefiro o calor da discussão ao pensamento uníssono que me dá náuseas.
Não é raro ouvir que sou uma agradável companhia para conversas, pois não tenho uma visão tradicional da vida e do que ela nos proporciona. Sou uma excelente ouvinte, não tanto quando sou contrariada, diriam alguns.
Contudo, não tão objetiva quanto gostaria quando ouço palavras cortantes, captá-las é o infeliz mordaz, mas não me espere ser compreensiva, me esquivo e não retorno até me recuperar totalmente o que poderá acontecer imediatamente, para espanto de uns, ou mesmo jamais será tolerado, para desespero de outros.
É aquele momento em que a dúvida sufoca e te desafia a seguir em frente ou continuar paralisado. Eu? Sempre opto por seguir em frente e me arriscar do que foi dito, feito do que não realizar e me arrepender eternamente.

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