O que fazer?

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A nostalgia me pegou de vez nos últimos dias, para variar, ando protegida de acidentes e outras situações embaraçadoras.
Queria te ligar: só para ouvir sua voz, mesmo sabendo que o quanto isso é prejudicial tanto a mim quanto a você.
Daí, desisto.
Por sorte, a mensagem melosa que escrevi na madrugada com assunto de carências não foi enviada por falhas da prestadora de telefonia. Ufa! Posso respirar aliviada deste constrangimento.
A vontade de falar com você me corrói do mesmo modo que eu não posso mais jantar comida japonesa na sexta-feira.
N
inguém mais entende o excelente acordo que me permita dormir em filmes de ação (unicamente confessarei aqui o quanto eu sinto falta de cochilar em Thor).
Não posso escutar mais música sertaneja que você insistentemente me obrigava a ouvir.
Até hoje por despeito inconsistente me nego a ler 1984 (o livro ainda está na minha prateleira, leio tudo menos ele, afinal, com quem discutirei George Orwell?).
Evito passar naquele atalho que te ensinei por sempre me lembrar de como aqueles paralelepípedos me remetem à cidade de interior.
Igualmente, não posso mais comentar com você meus desastres amorosos. O pior de tudo é não poder contar mais com meu melhor amigo. Aquele que me escutaria contar o quanto babaca ele é/foi, aconselhando-me que logo encontro alguém melhor.
Morreria de rir quando lhe contasse que fui acusada de não ter senso de humor?!
Você me animaria após o fora que não entendi, me convidando para o combo jantar-cinema-dançar-boteco-churrasco (não necessariamente na mesma ordem ou no mesmo dia).
Por puro despeito da minha birra quando nos encontraremos fatalmente, saio com aquele batom vinho Rivoli da Chanel que você tanto odiava.
O que fazer? Preciso causar um impacto o qual ateste o quanto bem eu estou sem ter você de qualquer modo na minha vida.
Porque nós dois sabemos que não somos fortes para resistir àquela rotina: muito tempo nisso, muitas ligações. Assim, você finge que também está tudo bem quando ambos sabemos que não está e continuamos com a encenação até o primeiro fraquejar – pelo visto desta vez serei eu…

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