Confiança

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Sempre foi você – mesmo quando eu nem sabia o que era amor. Eu tentava ir de abraços em abraços sem me sentir confortável. 
Nunca pude ser eu mesma: falar o que sinto, fazer o que me dava prazer. 
Com os poucos que arrisquei, caí e me machuquei. Quase sempre você era minha rede de proteção. Nunca cuidou de mim porque sabia o quanto era desnecessário.
Era você quem me fazia rir quando borrava o rímel de tanto chorar ou somente escutava o meu desabafo, posteriormente, mudando o foco para qualquer outra coisa. 
Até sabia exatamente apreciar meu silêncio.
Nunca me cobrou nada, exceto a verdade que falhei algumas vezes, seja para não te magoar, seja para te magoar.
Opinava sutilmente sem me mostrar o caminho quando a dúvida hesitante surge.
Apesar de todos os meus esforços para que enumerasse meus defeitos, sabiamente, nunca o fez.
A vida fez uma comédia romântica disso. Até hoje, ela diverte-se das ironias que desfizeram as possibilidades de algo acontecer. Aceitá-las é um desafio de saber como lidar com as situações sem embaraços para ambos. Ainda temos um ao outro, muito embora, não da forma como deveria ser: é preferível assim do que não ter – não gostaríamos de cortar os laços por completo novamente. Sempre foi você e não sei se você o será. Em breve?! 

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