Reflexão: o barato sai caro?

Há algum tempo, queria uma reflexão sobre os produtos de maquiagem. Se compensa investir naquele produto mais caro. 
Após anos colecionando maquiagens tenho alguns produtos similares nacionais ou mais em conta àquela promessa de novidade das marcas mais idolatradas.
E nem tudo são flores: realmente a maioria tem uma pigmentação e/ou duração maior como propagam.
Contudo, após imensa divulgação em blogs que seguia,  adquiria e uma boa parte deles me decepcionavam.
Hoje, sou mais cética com a resenha praticamente idêntica (um beijo assessoria de imprensa) do mesmo produto (sem críticas porque ganham comissão ou querem ganhar).
Sei identificar perfeitamente que tem empresas X e Y que pagam comissão mensal às blogueiras para ter seu banner no blog (eles te direcionam e elas são incentivadas a falar bem de tal marca). Desconfiem sempre que só são elogios.

Adoto uma política de preservação de opinião: se todo mundo está elogiando, já coloco o meu alerta vermelho sinalizado para evitar o produto, pesquisando mais a fundo em sites especializados, testo o produto em mim e diante do considerável número de coisas que tenho só compro se for algo inovador.
Portanto, somente expresso minha opinião aqui quando testei muito e gostei.
Se não achei a oitava maravilha, também falo que não recomendo, pois um dos motivos de acrescentar posts sobre maquiagem foi resultado dos conselhos que amigas me pediam a respeito.
E mesmo não gostando, eu o uso até acabar.
Outro motivo para este post é informar que no Brasil temos uma gama realmente admirável de maquiagem para os mais variados bolsos, vide o post sobre lápis bege.
Aconteceu um fato inesperado recentemente. Estava na dúvida sobre qual batom vinho usar.
Resolvi passá-los na mão para ver qual ficaria melhor, tal qual foi minha surpresa quando dentre as três opções (Rivoli da Chanel, Rouge Volupté nº 12 Yves Saint Laurent e o nº 55 da Vult) era imperceptível a diferença, inclusive testei fotografando-os, conforme imagem abaixo.

batons

A foto não captou que na boca eles são praticamente idênticos, não acreditava quando os testava.
A função do batom é a mesma: colorir a boca e ninguém reparará a diferença entre eles, só quem passou, usou ou for muito perfeccionista e/ou ser aficionado por maquiagem. Dos três, prefiro o da Vult! O da YSL é o mais diferente da cor que puxa mais para uva do que propriamente vinho.
Às vezes, o preço do produto não compensa o seu gasto, pois os batons da Chanel não duram muito na boca, ficando só no contorno meio bizarro se você não retocá-los. Por isso, não recomendo para jantares. Os cinco batons da marca que tenho só comprei por causa da cor. Aliás, evitem esmaltes da marca não duram mais que dois dias! Se ficasse até o 3º dia, daria duplo carpado twist se soubesse. É a maior mentira dos blogs! Apenas passo raramente de novo por causa da cor, mas só!
Deste modo, com o choque causado por ter três batons idênticos, a preguiça me impedia de fazer um novo desafio para mostrar que temos ótimas opções no mercado nacional para substituir uma marca fora de cogitação para muitas.
O desafio consistirá em tentar fazer uma maquiagem semelhante por 2 semanas, a 1ª somente com produtos nacionais e a 2ª com produtos mais caros.

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3 Comentários

Arquivado em Beleza, Desafio

3 Respostas para “Reflexão: o barato sai caro?

  1. iggb

    Adorei o seu ponto de vista em relação as maquiagens!!we♥it!Muito interessante.

  2. Fiquei chocada com sua opinião sobre os batons e esmaltes da Chanel. Realmente só lemos blogueiras falando hiper bem. Acho que mesmo não sendo pagas, ficam deslumbradas pelo nome da marca. Mas realmente, ainda existem blogueiras que vendem suas opiniões. Acho que isso é péssimo. Perde completamente a confiança das leitoras. As duas lojas com as quais tenho parceria, são super confiáveis e por isso aceitei as parcerias. E um outro produto que recebi para resenha, também testei, e expressei minha exata opinião, não me deixando levar pelo fato de ter ganhado algo de graça e tal. Não importa o dinheiro que me oferecerem por uma parceria ou publieditorial (se é que um dia meu blog chegará a esse ponto), logo de cara vou falar que minha opinião deverá ser respeitada e não omitirei comentários negativos sobre o produto. FATO! Devemos nos unir contra quem vende opinião!
    Amei o post, beijinhos.

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