Arquivo do mês: setembro 2013

Chico Xavier

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‎”Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar. As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.”
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Em busca do corpo perfeito

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Há tempos, desabafo minha indignação contra este culto à boa forma propagado em redes sociais da ode à barriga negativa, incentivando muitas garotas a aderirem ao famoso #projetoverão2014.
Fico muito assustada quando percebo que esta ditadura do corpo perfeito tem o efeito de aumentar casos de anorexia e de bulimia.
Sinto muito, lhes informar que algumas das principais garotas propagandas são muito bem nascidas que sobrevivem a estas dietas mirabolantes de ração de whey com cozinheiras, faxineiras, nutricionistas, personal trainer, dermato-fisioterapeuta para fazer inúmeras massagens,  etc. E vocês que aderiram tem  a sua disposição semelhante trupe? Infelizmente, a maioria não tem.
Para quem me conhece sabe o quanto eu como muito bem. Escolhi como mantra de alimentação: “morrer de fome não é uma opção”. Apesar disso, sempre fui muito magra, graças à uma ótima genética que fazia meu metabolismo acelerar para compensar a minha rotina de alimentação.
Não obstante, sempre tomei muita água, além de estarem presentes muitas frutas e verduras na minha alimentação. 

Detesto academia (sou daquelas que paga a mensalidade e nunca vai), não entrei na onda de corridas porque não curto também, mas mantenho pilates como atividade física há aproximadamente cinco anos.
Depois de um perturbador acontecimento familiar, em razão do stress, fui diagnosticada com uma alergia, sendo necessário medicamento com base de corticoide. Em razão disso, engordei um pouco, mas mesmo assim continuei magra para os padrões normais.  Entendi algumas das neuras das minha amigas com relação ao peso (tive problemas com meu vestido de formatura e outras roupas), contudo nada que me abalasse.
Gostei das novas curvas – algo até então novo, para mim. Passei a ter uma calça jeans para quando “eu estou mais cheinha”.

Neste meio tempo, surgiram os tão infalíveis métodos de tortura, principalmente no Instagram. Começaram os olhares reprovadores de quem se você não postar que malhou, suou o top para alcançar a barriga negativa ou ainda se você não mostrou que se privou de algum alimento gorduroso e altamente calórico, não merece ser magra.
Sem contar nas doses diárias recomendadas por narcistas (detalhe: nenhuma delas é especialista, com graduação suficiente para indicar as dietas e os exercícios mirabolantes tão difundidos) de que é obrigatório a ingestão de muitos suplementos e outras proteínas para chegar ao tão desejado corpo perfeito.
Agora, beirando aos meus vinte e oito anos, meu metabolismo deu uma desacelerada e percebi que se eu quiser continuar a me deliciando com batatas fritas, vinho, pizzas, frituras, meus chocolates de TPM, doces e chopes com os amigos deveria aumentar a atividade calórica. À minha rotina, acrescentei também alguns hidratantes para auxiliar no processo.

Verdade que tenho me incomodado muito com meus recém-adquiridos braços de biscoiteira: com um profissional da saúde, aumentei os exercícios para os membros superiores que eu evitei e hoje são necessários.
Por isso, é imprescindível abrirmos os olhos para esta busca implacável pelo corpo perfeito sem deixar que este processo afaste as coisas que te fazem felizes, aceitando o seu corpo como ele é, pois cada um tem um biotipo.
Todavia, lógico que é válido querer manter um corpo saudável, ainda acredito que é possível alcançar este objetivo com muita dedicação para mudança de hábitos, acompanhada por profissionais sérios e competentes para obter uma meta que seja adequada ao seu corpo. Busque o que acrescentará positivamente sem querer unicamente se encaixar em um padrão de beleza irreal!
Ao invés de aderir o #projetoverão2014 que tal assumir um projeto para vida toda? O que acontecerá após o verão de 2014? Engordar até emagrecer para o verão de 2015? E assim sucessivamente?

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Rubem Alves

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“Pois o perdão, longe de ser um sentimento de alma,
É um jeito de pôr um fim ás armadilhas do passado….
O passado é sempre uma gaiola.
É preciso esquecer para desatar os nós que, no passado,
amarramos a eternidade.
Grande perdão, grande esquecimento:
Podemos voar de novo, livres.”

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Inspirações para a semana: festivais

Com a proximidade de Rock in Rio, selecionei inspirações para a semana especialmente para festivais. Nada de muito elaborado.
Uma base de longa duração, além de um corretivo, olho com uma sombra levemente esfumada combinado com um delineado e um batom marcante são a companhia perfeita para aguentar bem o tempo dos shows sem preocupações com a maquiagem.

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Dicas rápidas de maquiagem: rímel ressecado

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Está com problemas com o rímel? Ressecou? Coloque umas gotinhas de colírio nele e ele parece novinho em folha! 
Há também quem indique água termal ou soro fisiológico – até hoje eu só usei o bom e velho colírio mesmo. 

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Virginia Woolf

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“Quem não fala a verdade sobre si mesmo não pode falar sobre os outros”.

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Curta o barulho do silêncio

72d54de68b9e521ab9f32376f30fa7bbPor Michelle De Mentzingen Gomes

O silêncio talvez seja mais eloquente que um monte de palavras bonitas agregadas em uma oração. Por oração, você pode entender tanto o viés gramatical da Língua Portuguesa quanto o sentido da fé. E eu, na verdade, tenho entendido dos dois modos ultimamente.
No silêncio externo de uma pessoa existe, muito provavelmente, uma mente barulhenta. Uma mente que não para de trabalhar um segundo, que não deixa de lembrar, de fazer sentir, de explorar porquês, “senãos”, um ou outro talvez e milhares de “se”.
O silêncio nos enche de perguntas porque não temos coragem de verbalizar metade das coisas que passam pela nossa cabeça. “Será que ele me quer?” “por que ele não falou comigo hoje?” “procuro ele de novo?” e etc… E para algumas dessas perguntas nós sabemos as respostas, mas a tarefa mais difícil é definitivamente admiti-las para nós mesmos. No silêncio, somos covardes e só nós mesmos sabemos disso. Covardes no sentido de calar quando deveríamos falar. O silêncio vira solução. O problema é que o silêncio é apenas aparente. A sua cabeça não para. Nunca.
No meu silêncio eu sinto falta de quem não deveria sentir. Se é para sentir saudades, que ao menos seja recíproco, certo? Certo, mas quem disse que isso é fácil? Eu não consigo não sentir saudades de uma pessoa que há um tempo atrás significava o mundo para mim e depois de um tempo passou a significar tudo aquilo que eu nunca queria ter conhecido; no meu silêncio, eu sinto falta de gente que falo quase todos os dias e que se somem por duas ou três horas eu já me pergunto o que tem de errado; no meu silêncio sou paranoica, até, pois fico rodando em círculos naquele monte de “senãos”, “poréns”, “ses”. Sou refém do som do meu próprio silêncio.
Mas quando além do seu silêncio existe o silêncio de mais alguém, a situação se agrava. Se esse alguém é o alguém por quem você espera um “oi” ou alguma mensagem surpresa então… Ai, machuca. Machuca e você se pergunta se vale a pena. Se todo o silêncio de palavras que você morre engasgado mas não diz vale a pena. Se toda a falta de assunto é realmente falta de assunto ou falta de coragem de dizer que já não quer mais. Se tudo aquilo que você espera da pessoa é “overrated” ou corresponde a algo realmente alcançável. Se além de distância física, existe a distância silente. Essa sim é difícil de conviver.
Enquanto você fica em silêncio, a sua cabeça insiste em desobedecer suas instruções de ignorar lembranças, esquecer fatos, desapegar de pessoas, mudar de foco. E no final das contas, não existe silêncio. Existe não verbalização.
“Enjoy the sound of silence” (curta o barulho do silêncio). Ou daquilo que você acha que é o silêncio. Silêncio foi feito para acalmar. Mas ultimamente só tem me feito pensar.

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