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O que você quer?

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Convenhamos: você gosta de sofrer.

O masoquismo sentimental, aquele que toda pessoa pratica, admitindo para si ou não, é a maior muleta universal para justificar escolhas e sentimentos.

É, eu sei, ninguém gosta realmente de sofrer, mas quando encontramos um motivo para isso parece que nos agarramos a ele e seguramos até não poder mais. Passamos dias, meses, anos amargurando uma mesma situação, e a situação se torna nossa velha conhecida e por isso, amiga íntima, fica por aí e se apossa até do controle da sua tv e tem acesso direto ao seu refrigerador.

Então você se afoga em situações tóxicas semelhantes a esta que justifica o seu comer demais por estar ansioso, o seu não querer sair da cama e ver gente. É, as escolhas que fazemos, consciente ou inconscientemente nos levam exatamente ao lugar que estamos em nossa vida. E as escolhas inconscientes são os padrões que repetimos incessantemente, cultivando, assim, o masoquismo sentimental.

Seu coração foi feito para bater, não para apanhar. Admitir certas verdades a nós mesmos na frente do espelho nem sempre é muito fácil, na maioria das vezes não é nada simples, mas é necessário se queremos sair de onde estamos e seguir um rumo diferente na vida. Ah, mas é fácil falar né, se fosse tão fácil fazer ninguém mais sofreria… e é fácil fazer sim, nós que complicamos demais as coisas.

Honestamente, suas muletas sentimentais são tão importantes assim?  Se são, você infelizmente se acostumou ao sofrimento de suas escolhas e vai continuar tendo a vida miserável que tanto reclama. Se não são, já diria Renato Russo que:

 Disciplina é liberdade.

Compaixão é fortaleza.

         Ter bondade é ter coragem.

 É tudo questão de hábito. Parece que nascemos programados a aceitar a tragédia e o desespero como algo merecido. Como algo natural. Parece que é mais fácil assimilar algo de ruim, processar a informação de que alguém não quer mais estar contigo porque a culpa é sua e não porque foi a pessoa que mudou ou que o seu emprego não te satisfaz, mas como você é bom no que faz você se sujeita a não pensar em como mudar isso sob pena de ser mal-agradecido ao universo de possibilidades.

É um tanto quanto frustrante perceber que nos permitimos errar da mesma forma, sempre, por falta de coragem. Ou por não sabermos exatamente o que queremos. Acho que nunca saberemos realmente o que queremos, mas quando descobrimos algo que seja uma luz, se não seguirmos achando que é sempre o farol do trem e não a saída, morreremos em vida toda vez.

Disciplina. Ao que tudo indica, vivemos sob a égide de um regime militar mental onde os infortúnios da vida são recebidos com certa serenidade e com certo conformismo já que é mais fácil percebermos em nós os nossos erros e que cada erro mata os 200 acertos que temos. Essa disciplina militar para o que é ruim pode muito bem dar a volta na esquina e nos permitir pensarmos que somos merecedores de algo melhor do que temos e que danos colaterais sempre ocorrerão, mas não podemos esperar que a vida nos premie com louros da glória se não fazemos por onde.

A disciplina se transforma em liberdade quando percebemos que o mesmo empenho que temos para sofrer – sim, o sofrimento é uma erva daninha que cultivamos como se fosse uma orquídea azul rara – pode e deve ser usado para ajudarmos a nós mesmos a sairmos da roda viva do masoquismo sentimental. É tudo questão de hábito e, de certa forma, de física quântica: atraímos o que transmitimos. A famosa Lei de Murphy funciona para os dois lados, se a fila do lado anda mais rápido que a sua saiba que você provavelmente já deixou passar alguma coisa muito boa porque a ruim sempre chama mais atenção.

Se a disciplina nos dá liberdade, a compaixão nos transforma em fortalezas. Porque os olhos de bondade que temos com os outros nunca se voltam a nós mesmos? Porque somos nossos piores carrascos quando para com os outros somos a compaixão em forma de gente? Quando nós nos perdoamos, no nosso íntimo, por coisas que só nós sabemos; quando nós nos aceitamos como somos desde que a mudança não seja realmente algo imperioso e não aconteça porque você não acha necessário, ainda que outros te julguem por você ser assim ou assado, a compaixão nos torna humanos, porém fortes. Eu aceito os erros. Eu aceito as más escolhas. Eu não aceito errar de novo. Eu não aceito as consequências eternas de uma escolha malfeita.

Se a compaixão nos transforma em fortalezas, a bondade nos torna corajosos. A hostilidade muitas vezes é puro medo. Medo de se mostrar vulnerável, medo de pedir colo. O “eu não preciso de ninguém” é na verdade um grito de socorro e sim, eu garanto, alguém vai saber chegar até você. Alguém vai conseguir, com um jeito que só essa pessoa vai ter, domar o seu “gênio ruim” ou o seu medo de deixar alguém se aproximar. A coragem que a bondade nos dá nos permite o carinho da alma. Nos permite sermos o melhor de nós, para nós mesmos, independentemente do que aconteça. E talvez com alguém do lado. Esse alguém pode ser um amigo/anjo da guarda, pode ser sua mãe, seu pai, seu amor. Não importa. O que importa é que aprendamos a ter compaixão e bondade para conosco da mesma forma que somos compreensivos com os outros.

Convenhamos. Nós não gostamos de sofrer. Nós nos acostumamos a isso. Mas ninguém disse que isso precisa ser assim sempre. Ninguém disse que temos que viver de forma a parecer que estamos lutando para termos espaço na agenda do dia de alguém e sempre acabamos entendendo as ausências. Sempre acabamos entendendo que algo importante passou na frente e sofrendo calados porque “se nós falarmos algo a outra pessoa vai se aborrecer”.

Faz isso aí mesmo. Abafa esse sofrimento aí e morre engasgado nas palavras que não disse e faz da sua vida aquele beco sem saída porque depois de acostumar a outra pessoa com essa sua falsa noção de compreensão, você não vai conseguir voltar sem fazer um estrago maior ainda. É como se no salto ornamental você pudesse, ao não se acostumar com o que te faz mal, mergulhar dentro de um copinho de café e acabar dando uma barrigada na água porque demorou demais a acordar e a ter disciplina, compaixão e bondade.

Convenhamos, seus sofrimentos escondem quem você é. Mas você sabe andar sem essas muletas. Basta querer. E não, não é fácil. Mas é necessário, a não ser que continuar do jeito que está seja muito melhor do que viver a vida de um jeito não Charlie Browniano de ser.

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Você vive. Você aprende

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Apanhamos. Da vida, das situações, de nós mesmos. Apanhamos das nossas escolhas, do nosso livre arbítrio. Apanhamos e escolhemos não sucumbir à dor dos duros golpes porque julgamos que as surras valem a pena por aquilo que se pretende ter e conseguir.

Obstinados demais ou idiotas demais, não desistimos quando o mundo todo nos diz que devemos desistir e seguir em frente. Desistir de algo que lutamos tanto e passamos tanto tempo segurando firme a corda que queimou nossas mãos e machucou tanto que sequer dói mais; acostumamos com a dor das situações que nos colocamos e ali vivemos, fazemos morada no comodismo e na dormência.

Percebemos que vale a pena lutar, seja pelo o que for, quando pensar na possibilidade de uma vida sem aquilo que queremos equivale e tirar qualquer sentido do que conhecemos. Equivale a perder o chão, viver com balão de oxigênio porque respirar sozinho já não parece mais opção. E é por isso que aceitamos as surras da vida; me valendo da licença poética, nós aceitamos as surras que pensamos merecer por aquilo que pretendemos ter.

Verdade nua e crua, nem sempre apanhar da vida e do nosso livre arbítrio vale a pena. Por vezes queremos acreditar que a solução vai aparecer na próxima curva e você se obriga a continuar andando até lá para descobrir que nada aconteceu de novo. E você insiste naquilo que te faz chorar com a esperança de que um dia seja o que te faça sorrir. Não vale a pena mas que mal tem nisso? Nenhum, se você está disposto a pagar o preço do calvário da espera. Se você está disposto a se transformar de galho seco em bambu.

Somos galhos secos que se moldam pela vida e através da vida naquilo que quisermos, inclusive em bambu. O bambu enfrenta tempestades e não se curva diante das intempéries, segue imponente na sua função, criando raízes profundas que se estendem pela terra tornando difícil a vida daquele que quer arrancá-lo sem cortá-lo ao meio. Talvez seja a sina da vida do ser humano que sofre por opção; acabar virando bambu se prestar atenção naquilo a que está se prestando.

Todos temos nossos dias de galho seco. Todos nós alguma hora, em alguma situação, por mais que desejemos tal coisa mais do que tudo do mundo, podemos quebrar. Por mais firme que seja o pensamento e fixa seja a ideia de obstinação, existe aquele dia que nos sentimos idiotas por querer demais algo que parece longe demais. Como num exemplo um tanto esdrúxulo, uma grávida espera que sua bolsa se rompa para que possa ter seu filho por parto natural e a bolsa não se rompe. Ou ela espera, correndo todos os riscos da espera que mesmo calculada pode trazer surpresas – agradáveis ou não, ou ela opta pela intervenção cirúrgica, antecipando seus planos mesmo contra a sua vontade.

Temos que parar por vezes de prestar atenção no que queremos e começar a prestar atenção naquilo que merecemos. Quando as duas coisas não se coadunam, por mais fé em Deus e na vida que você tenha, você precisa mudar. Você não muda ninguém, o único poder que você tem é de mudar a si mesmo e as suas atitudes. Rever seus conceitos, suas prioridades. O que dói e merece continuar na sua vida da mesma forma como que faz rir pode ser descartável por nada agregar. São múltiplas possibilidades que você consegue vislumbrar e colocar em ordem com um simples passo para trás.

Um passo para trás é sobrevivência. É sanidade. É emocional no lugar dele, racional no lugar dele e o início do desembolar do novelo de lã que se formou na sua vida de cosplay de Rocky Balboa. Porque não importa o quanto a vida te bata e nem o quão forte seja o soco na boca do seu estômago; o que importa é se você tem a força para seguir em frente. Saber seguir em frente mesmo depois de tudo é sinal de maturidade, assim como saber a hora de dar esse passo para trás e ver se o caminho é esse mesmo.

Ninguém consegue viver no masoquismo sentimental das lutas inglórias por muito tempo sem desabar ao menos um pouco vez ou outra. Como diz a música “Dom Quixote” dos Engenheiros do Hawaii:

“Por amor às causas perdidas

Tudo bem, até pode ser

Que os dragões sejam moinhos de vento

Muito prazer, ao seu dispor

Se for por amor às causas perdidas

Por amor às causas perdidas”

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A virtude do obstinado é o defeito do idiota e ambos podem estar na mesma pessoa: não acham que existam causas perdidas. Mas mesmo estes cansam. E tudo o que querem, no final do dia, é parar de apanhar um pouco para que os olhos inchados consigam se abrir e ver que o sol nasce e dorme todos os dias, e nossas chances de fazer melhor seguem o mesmo caminho.

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Ir embora

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Às vezes você tem que ir embora. Mesmo sem querer ir. Mesmo que você ainda tenha forças para aguentar mais um tempinho a ficar ali. Às vezes você tem que ir embora porque os motivos que te faziam ficar na verdade não existiam, eram uma verdade fabricada ou eram apenas uma parte da história. Às vezes você tem que ir embora a tempo de salvar-se a si mesmo de sentimentos tóxicos que no final anulem todos os bons que você tinha.

Às vezes você tem que ir embora. Ir embora do momento em que se encontra, da areia movediça em que se colocou. Tem que sair do estado de inércia da espera porque o que te faz esperar está acorrentado e mesmo vendo as chaves que o libertam dos grilhões não tem a capacidade de usá-las.

Ir embora exige coragem assim como abrir as portas do mundo e colocar os pés para fora das zonas de conforto. Eu sei, a sensação que dá é que sentamos no parapeito de um prédio alto e os pés ficam balançando no ar, sem chão a menos de uns cinco mil metros dos pés. E você se sente sem paraquedas e por isso não pula porque embora saiba que a sua vida inteira depende do salto muitas vezes, sua covardia e seu medo te fazem recolher os pés e voltar para o que você detestava mas já conhecia. As tais zonas de conforto que você sempre reclamou mas nada fez a respeito.

Em algum ponto da sua vida você percebe que ou você mata, ou você morre. E tem que escolher se será para sempre presa fácil do seu próprio destino ou se vai passar a matar seu comodismo e ir atrás do que quer. Nem que para isso você tenha que ir embora. Ir embora também significa chegar. Você não vai só embora. Você sempre chega em algum lugar depois que começa a caminhar.

Se a imutabilidade das situações fosse aplicável a nós indistintamente, teríamos nascido com raízes feito as árvores. Mas não. Nos resignamos com cada situação na vida na base do “tem que ser assim” só porque é mais cômodo. Porque dá medo fazer algo a respeito. Só tem que ser assim se a gente quiser que seja. Não tem milagre e nem adianta chorar depois. Nada paga ter um “eu tentei” estampado na testa.

Esquecemos ou fingimos que esquecemos que escolhas são passíveis de mudança. Que tudo tem sim suas perdas e seus ganhos. Mas o livre arbítrio nos permite mudar e no final do dia, mesmo que você não queira, ou você matou, ou você morreu. Ou você matou e morreu. No dia seguinte, tudo de novo. Mas do jeito que você determina.

Se você vive com a cabeça enfiada no casco você acha que o mundo é aquilo ali. E toma um susto quando vê que não é e que tem bem mais a explorar. Aí você se equilibra na corda bamba das decisões a tomar. Quebra a cara, cai, aprende a levantar. Quando vê, está craque nisso. Isso é viver.

Ir atrás do que se quer com a coragem de quem sabe que está fazendo o possível é a melhor coisa. O medo não pode nos impedir de tentar. E o medo não pode nos impedir de ir embora também. Porque talvez ir embora seja a única coisa que nos salve de morrer em vida.

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Vai

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Vai, se olha no espelho. Se olha no espelho e se pergunta quantas vezes você se pegou dizendo “eu não preciso disso” ou se perguntando “você vai continuar insistindo nessa barca furada?”. Quantas vezes você concluiu que precisava parar e cinco minutos depois estava checando seu e-mail esperando aquela mensagem que nunca vem.

Se olha no espelho e se pergunta quantas vezes você já jurou que nunca mais faria o que acabou de fazer; que nunca mais falaria com quem acabou de falar; que nunca mais enganaria quem acabou de enganar – nem que essa pessoa enganada seja você mesmo, a pior de todas as enganações.

Vai, se olha no espelho. Se olha no espelho e se pergunta quantos do seus “nunca mais” foram realmente um “nunca mais”. Quantos dos seus “basta” foram realmente “basta”. Quantos dos seus “para sempre e sempre” duraram mais do que uma temporada da sua série preferida.

Se olha no espelho e se pergunta se valeu a pena deixar aquela pessoa esperando como plano B porque você nunca teve coragem de dar um bico no A que na verdade era o Z. Pergunta olhando nos olhos se valeu a pena se machucar e machucar todo mundo que está em sua volta com o seu egoísmo das escolhas não feitas. Ou de perceber que ao não escolher você na verdade escolheu sim e só não anunciou expressamente, deixou que a vida e os acontecimentos fizessem isso por você.

Se olha no espelho e se questiona se você é bom o suficiente. Sim, se questiona. Questiona sua moral, sua ética, sua integridade. Questiona se você fez o suficiente. Questiona se você foi honesto o suficiente com quem não esperava nada de você além do mínimo de honestidade e hombridade. Questiona a sua moral em deixar alguém na sombra da sua vida quando você diz que a lua seria dessa pessoa se você pudesse dar isso a ela. Questiona qual é o sentido de levar uma vida de mentirinha, uma relação de fachada. De empurrar um emprego que você detesta com a barriga mas não fazer nada para sair dele.

Vai, pelo amor de Deus, se olha no espelho e se vê. Se veja nu e cru. Se veja de peito aberto, coração rasgado, cabeça cheia. Se veja com a profundidade que você nunca deixou ninguém te olhar. Se analise, seja verdadeiro ao menos uma vez na vida e grite para fora o que você grita para dentro. Está tudo errado? Berre. Está tudo bem? Berre. Não é o que você quer mas é o que você tem? Berre. Grite mas faça alguma coisa além disso. Bebês gritam e choram porque não sabem expressar de outra forma mas alguém sempre entende por eles quais são as necessidades. Você já passou da fase, faz tempo, de querer que alguém faça isso por você. De querer que alguém decida por você só o que você pode decidir.

Faz alguma coisa. Nem que seja desistir. Desista da covardia de fugir da vida ou desista da ideia de correr atrás da sua vida. Mas desista. Desista de ser sempre o último a fazer o que precisa fazer e se contentar com as decisões que sobram porque alguém já foi embora e levou uma lembrancinha rosa da festa te deixando a roxa ou porque alguém pegou o ultimo brigadeiro da mesa te deixando o docinho de uva. Desista de ser o covarde da classe que nunca se pronuncia a favor de nada, nem de você mesmo, que nunca fala nada e sempre diz amém para os mandos e desmandos de quem não está nem aí se o que acontece é bom ou ruim para você.

Faz alguma coisa. Nem que seja assumir finalmente que você cansou porque esperar sentado também cansa. Nem que seja assumir finalmente que você colocou a sua vida para alugar porque não consegue fazer dela um lugar habitável por você mesmo então precisa de alguém para viver por você. Nem que seja assumir finalmente que você não precisa disso, não precisa dele ou dela te enrolando e te causando uma vida de labirintites indesejadas.

Tira uma selfie dessa cara de pau que nega ter algo errado, que sorri quando quer chorar, que fala quando quer calar e cala quando quer falar. Tira uma selfie dessa cara sem vergonha que mentiu tanto para esses olhos tristes que eles acreditaram nas mentiras a ponto de não brilharem mais e de deixarem partir quem conseguia resgatar tal brilho. Tira uma selfie dessa alma perdida em meio ao breu que você insiste em se colocar se acuando no canto escuro do quarto porque tem medo. Aproveita que está na frente do espelho e tira uma selfie que demonstre a sua falta de amor próprio ao se abandonar desse jeito.

Agora vai. Sai do banheiro. Sai da frente do espelho e vai viver. Vai ver o que te restou, vai ver quem ficou te esperando enquanto você ia tentar descobrir que rumo tomar na vida. Vai ver quem aguentou todas as barras porque acreditou que você estava realmente tentando encontrar as respostas para as prioridades da sua vida. E não culpe a alguém se quando abrir a porta não tiver mais ninguém em casa; você demorou mais do que a vida esperou. A vida passa você querendo ou não, e infelizmente as pessoas passam com ela.

Vai. Ou fica aí na frente do espelho ensaiando o discurso do Oscar para quando você acordar amanhã e viver mais um dia em ponto morto dessa sua vida em preto e branco.

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Se

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Se ele/ela quer ir embora, não seja a pessoa que suplica para que fique; seja a pessoa que abre e segura a porta e ainda diz “então vai”.

Se você quer ir embora, vá. Vá embora de uma vez mas não fique empacando o fluxo de pessoas que transitam por ali porque que você não sabe se passa para o lado de fora ou fica do lado de dentro.

Se ele/ela quer ir embora, não seja a pessoa que mendiga carinho e atenção, perguntando com quem você assistirá filmes numa madrugada insone; continue segurando a porta e dizendo “então vai”.

Se você quer ir embora, vá. Queime a ponte de uma vez antes que você se veja cruzando o mesmo caminho novamente sendo que você o faz por pura questão de hábito. Ou assuma que cruzar esse caminho nessa ponte de madeira velha e oca é o que você quer. Mas não fique “criando raiz” atrapalhando o transito alheio e o próprio transito das suas ideias.

O pior daquela pessoa que vive pela metade e só acostumou ver o mundo como um cavalo no cabresto é que ela quer te convencer que assim que é bom e quer te fazer viver da mesma forma. E se você não souber exatamente o que quer, sucumbe, as vezes porque é só nesse limbo que você se sente próximo dessa pessoa e acha que pode fazer dessa metade um todo.

Mas não. Uma metade nessas condições jamais será um todo porque é preciso coragem para aceitar que a vida é mais que isso e que você não é uma metade esperando outra pra formar um todo fora do limbo da vida mal vivida; você é um todo completo e perfeito esperando outro inteiro que com você fará a intersecção e, no ponto de união, descobrirão o que faz um ao outro transbordar.

Quando se vive na sombra da vida, o vento gelado já não gela mais porque você acostuma com a temperatura por nunca sair dela. Uma vez que alguém te carrega para o sol e te mostra que o mundo é maior do que o caroço de azeitona que você conhece, você sente sua pele queimar e acha que vai morrer frito… Quando na verdade seu corpo te diz que está vivo e tem mais experiências a viver.

Os covardes não aproveitam a oportunidade para enveredarem pelas descobertas da vida nova; voltam para as sombras sentindo falta de coisas que nunca tiveram e nunca terão por pura falta de pulso. Os corajosos, por sua vez, buscam impulso. Pensam em si e no que realmente importa, se fecham para as pirraças e egoísmo de quem os quer na sombra e vão correndo ao encontro da vida. Vão correndo ao encontro do sol. Do mar. Da areia da praia.

O conforto da sombra da vida não espera de você nenhuma atitude. Mas é nele que você continua cultivando sua gastrite, tomando seus calmantes e perdendo suas noites de sono. É uma falsa sensação de conforto única e exclusivamente existente porque é o que já se conhece. É o campo minado da alma que acha que viver a faixa de Gaza todos os dias já virou o jeito certo de viver. Se o embate fosse só interior você ainda daria um jeito de viver fingindo que está tudo bem mas nunca é. Tem sempre mais alguém envolvido.

Enquanto você se preocupa com sentimentos de alguém que pouco se importa com os seus, você se flagela e se martiriza buscando respostas que você já tem mas que estão além do medo. Além da sombra. Além da área a ser desbravada. Enquanto você não se preocupa em consertar o seu mundo buscando respostas para mundos alheios, o seu mundo desmorona e pega o muro do mundo ao lado que não tem nada com isso a não ser acreditar que estar ali te escorando seria o suficiente.

Todos os dias que você diz que você não sabe para onde ir ou o que fazer, você vai para algum lugar e faz algo. Todos os dias que você se diz que não sabe como decidir se pinta a casa de azul ou de amarelo, a casa se mantém branca em essência mas a aparência encardida te faz pensar que você mora numa casa feia quando na verdade ela só está mal cuidada. E por você mesmo, único culpado por sua alegria ou tristeza no final das contas. E ainda que se que diga que pessoas nos afetam, as coisas têm a importância que damos a elas. E a partir do momento que você se nega a permitir que coisas que antes machucavam continuem machucando, você toma as rédeas da sua vida e se abre a um leque de novas oportunidades e o mais importante: você se permite a cura. E se permitindo a cura, você entende que priorizar o que sente e o que pensa não é egoísmo; é sobrevivência, é exercício de amor próprio.

Deixar ir é tão ato de amor quanto permanecer. Acontece que não deixamos ir ou permanecemos pelos motivos errados. Você reclama que o preço da escolha é caro mas te garanto que pagar caro em 1h de estacionamento na vida é muito menos doloroso do que pagar 365 dias nesse plano fidelidade que só te suga. Se você tem dois preços a escolher, se você tem dois pesos a dar, só você pode fazer isso mas não espere que quem combinou de te encontrar para a sessão de cinema das 19h esteja lá 365 dias depois porque você não teve coragem de ligar o carro e sair andando. Não é nem justo esperar isso de alguém.

Se ele/ela quer ir embora, segure a porta e diga vá. É nessa hora que você separa “os homens dos meninos”. Ou se ele/ela não vai embora, vá você. Mas não ouse não viver. Se a sorte escolheu você e você cego nem nota, alguém vai notar. E quando isso acontecer, aprenda a lição e continue o jogo da vida. Você pode ter perdido o jogo, mas se você está num campeonato todo mundo perde alguma hora. No final, só um leva o troféu para a casa e se não for você, outro vai. Por isso ficar empacado só vai te fazer tomar W.O. da vida.

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Dia Internacional da Mulher

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Dia Internacional da Mulher. Dia Internacional daquela que detém 50% da sua carga genética, que te carrega entre 8 e 9 meses no ventre. Daquela que por vezes decide não ser mãe mas é tia, prima, mãe por tabela. É filha, irmã de sangue ou de coração, neta emprestada ou de verdade. É amiga, esposa, parceira. É cúmplice. É aquela que se equilibra em cima do salto alto com um monte de sacolas do supermercado nas mãos enquanto abre o carro e marca reunião por Skype no celular. É aquela que mesmo de sapatilha preside uma reunião em uma sala lotada de homens que jamais questionaram sua capacidade de liderança porque ela não chegou lá através de teste do sofá algum; ela foi a melhor da classe dela, se formou com honras e foi contratada em um processo seletivo onde os homens que com ela participaram se admiraram com sua força de vontade.

Dia Internacional daquela que luta por amanhãs melhores para si e para os seus. Dia de reconhecer que foi, por muito tempo, tratada como serva, “mobília” da casa, artigo de luxo e objeto de satisfação sexual. Dia de lembrar que por muito tempo o que ainda é desigual mas está melhorando, era abissal: mulheres jamais seriam Presidentes da República ou de Multinacionais pois era “trabalho de homem”. Dia de agradecer por aquela mulher que decidiu abdicar da carreira de sucesso para se dedicar única e exclusivamente para a carreira mais linda que é a de ser mãe (e de lembrar dos homens, pais e maridos que bancaram com ela essa decisão, são caras incríveis que merecem muitos aplausos).

Dia Internacional de lembrar das lutas pela igualdade, ainda que com ações desiguais que favoreçam as chamadas discriminações positivas porque infelizmente ainda precisamos delas nos dias de hoje para termos nossos direitos reconhecidos, assegurados e cumpridos. Não queremos prerrogativas e nem vida fácil só por sermos mulher; queremos ter o direito de lutar com as mesmas armas que os homens sempre lutaram e conquistar nosso lugar ao sol sem que para isso tenhamos que dormir com alguém ou aguentar humilhações e machismo. E o pior: humilhações e machismo que muitas vezes são proferidos por mulheres!

Não é dia internacional de cobrar presente. Não é dia internacional de ganhar tratamento estético, bolsa de marca ou sapato de mil reais. Não é dia internacional de ficar brava com o namorado, noivo ou marido porque ele não te acordou com café da manhã e um anel de brilhantes com um cartão “Parabéns, meu bem, pelo dia da mulher!”. Não. O intuito do dia não é esse. É dia internacional de receber do seu namorado, noivo, marido e amigos o reconhecimento por tudo o que você fez e faz. Por todas as lutas até aqui e por toda a ajuda que você deu para que eles chegassem onde chegaram.

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É dia de ganhar de presente aquela florzinha do jardim do vizinho com o sorriso mais largo do mundo que significa orgulho da mulher que ele tem ao lado. É dia de ouvi-lo fazer piada as suas custas para que os amigos saibam que ele está com você – e você com ele, mas hoje é dia de celebrar você, moça, então é ele que está contigo. É dia de gastar seu latim lembrando aos que se encontram presentes de que há muito por lutar, muito por conseguir e que todos podem fazer a sua parte nessa.

Ainda que eu ache que as datas perderam muito de sua essência quando começaram a ser alvo do comércio desmedido, comércio este fomentado pelas próprias mulheres que perderam o foco e transformaram o dia de luta em dia de clube da Luluzinha no salão de cabelereiro, elas não podem passar batidas. Dia da Mulher para algumas infelizmente virou sinônimo de dia fútil ou de distribuição gratuita de atitudes misóginas. E de novo, ressalto que muitas delas são proferidas por mulheres de diversas faixas etárias e classes sociais.

Nenhuma pessoa pode nos tirar o que temos de mais precioso que é a nossa liberdade. Nenhuma pessoa pode querer que abdiquemos dos nossos sonhos e abaixemos a cabeça para uma realidade desigual e desumana. Desigualdades no campo de trabalho, seja aqui no Brasil seja em Hollywood com atrizes reivindicando melhores pagamentos pois ganham metade do que os atores ganham, isso quando ganham metade; o direito a existir (não sermos mortas por sermos nós), o direito de ir e vir sem preocupações e permanecer em locais sem medo de recusar o drink ou de sermos vigiadas, de perto ou de longe, por um bando que nos olha como se fossemos peça de carne no açougue.

Sinto muito se para você o Dia Internacional da Mulher se resume a ganhar presente ou um cheque em branco para gastar no shopping. Para mim, é poder sonhar com o dia em que poderei ir ao estádio de futebol sozinha ou com amigas sem medo. É contar com a ajuda de mulheres e homens esclarecidos para que possamos fazer do amanhã um dia mais justo e menos temerário, que não nos custe a vida por erguermos a nossa voz e nos defendermos de injustiças e leviandades.

Que o Dia Internacional da Mulher seja mais do que um fato de calendário; seja um ato constante de luta, de conquista, de glória. Seja uma celebração da vida, do poder ser, estar, permanecer e ir de acordo com as nossas vontades e não porque mandaram e tivemos que obedecer. Muito menos que se prevaleça o lado fútil das que acham que dia da mulher é blush e batom ou dos que acham que já que tem que dar presente que sejam uma batedeira ou um fogão.

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Feliz Dia Internacional, mulheres. Que saibamos nos dar ao respeito para que possamos exigi-lo a qualquer um em qualquer situação. E principalmente que não esperemos fazerem o nosso trabalho por nós. Somos tão capazes quanto qualquer homem. Que saibamos respeitar os limites que guardam cada atividade mas que não deixemos que qualquer coisa nos tire o prazer de sermos mulheres. De irmos do futebol de final de semana ao jantar caprichado em casa para a família. Porque não tem nada errado em ser mulher dona de casa e profissional, mulher que vive em estádio ou no parque correndo; o errado é o preconceito arraigado entre homens e mulheres que acham que viemos com manual de instruções e que servimos para coisas específicas e só isso.

Feliz Dia Internacional do respeito. Feliz dia.

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Perder

Quem nunca conviveu com a sensação de perder algo ou alguém? Aquela promoção que passou por um triz de ser sua mas acabou indo para outra pessoa; aquela pessoa que você queria ter ao seu lado e por alguma razão não teve ou até mesmo aquela roupa que você jurou para você mesmo que iria emagrecer o suficiente para poder comprar e usar. Quem nunca passou por alguma situação dessas e tantas outras nesse sentido?

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É natural perder. Ainda que seja natural, conviver com a sensação de perda nos deixa mal e nos faz questionar se fizemos o suficiente, onde foi que erramos ou até mesmo se somos bons o suficiente para aquilo. Questionamos a nossa habilidade de nos mantermos em pé diante de uma derrota da vida, diante de uma série de obstáculos que se colocam na frente da linha de chegada e que por mais que você os escale, por mais que você deles desvie, eles parecem nunca acabar.

Ninguém se acostuma a perder. A resignação com a derrota vem do simples fato de que a vida não para e não espera você terminar com toda a caixa de lenços de papel por tanto chorar antes de levantar do chão e seguir seu rumo. A resignação te ajuda a lembrar de esquecer o que tanto dói. A resiliência aparece nas situações de crise, de sofrimento. É a capacidade de nos recuperarmos dos reveses da vida e nos tornarmos flexíveis. Uma hora de galhos secos que quebram fácil, passamos a ser como o bambu, que não se curva diante do vendaval.

Acontece que das três coisas ditas, nenhuma delas era realmente sua. Nunca foi. Você nunca teve a promoção efetivamente para perde-la; você nunca teve a pessoa com você para perde-la; você nunca coube em um vestido ou uma calça daquele tamanho para perde-los. Você tinha expectativas. Você tinha uma ideia de que era bom o bastante para ter aquilo porque aquilo em tese seria o melhor para você e essa ideia era sua; o objeto da sua ideia nunca foi. Nunca foi.

Mesmo que teu chefe te garantisse a promoção, ela não seria sua até a plaquinha da sua porta mudar ou seu contracheque engordar. Mesmo que aquela pessoa dissesse que era você a pessoa certa para ela, ela nunca seria sua até que realmente pudesse ou quisesse te assumir. Mesmo que faltasse um pouquinho só para o zíper da roupa fechar, enquanto você não tirasse o vestido do manequim da loja e levasse para casa ele não seria seu. Em nada sendo seu, quando algo disso vai embora, você não perdeu. Isso só foi embora.

É claro que a visão racional da situação é essa. A visão objetiva de que só se perde o que efetivamente se tem fica borrada quando sai da esfera da ideia e passa para o plano da ação. Em qualquer situação que você se veja em compasso de espera, que gere expectativa, quando não acontece o que você pretendia você vai sentir sim que perdeu e vai começar sim a questionar se fez o que podia fazer ou se era bom o bastante. E geralmente vai achar algum ponto fora da curva para dizer que a culpa de não ter acontecido foi sua. “Eu não fiz tantas horas extras quanto ele”; “eu cheguei atrasado, já tinha alguém no meu lugar”; “porque eu nasci com biotipo que puxou o lado ruim da família” … Em suma, num dia a gente perde, no outro ganham da gente.

Nos acostumamos desde cedo a avocarmos coisas para nós que não são nossas. Responsabilidades, comportamentos, dores, amores. Nos acostumamos também a arrumar desculpas para justificar coisas serem como são, tampado o sol com a peneira numa tentativa tresloucada de não assumir que as coisas estão erradas. Nos viciamos em tristeza. Sim, nos viciamos em tristeza e em metades para justificar o medo que impede de mudar e o “eu não aguento mais” entalado na garganta que não sai. Não buscamos o inteiro e a cura para o que nos deixa triste porque sem isso teríamos que ser felizes. E felicidade dá medo, não dá?

Nos acostumamos a deixar que os outros vivam a nossa vida e morremos de medo quando tentamos cumprir a promessa que fazemos a nós mesmos de que “amanhã será diferente”. Nós nos esquecemos pela manhã daquilo que pedimos de noite em oração. E quando não dá tempo de nos esquecermos do que pedimos porque recebemos antes mesmo de nos darmos conta, damos um jeito de dizer que não era bem isso ou de nos apavorarmos com tal coisa a ponto de não aproveitarmos nada.

Não está nada certo viver com medo. Muito menos passar os dias achando que você perdeu algo que nunca foi seu. Do mesmo modo como é costume dizer que perdemos, temos que mudar a cabeça para pensar que se nós fizemos o possível e mesmo assim tal coisa não aconteceu, nós não perdemos; só não aconteceu. Não quer dizer que não vá acontecer nunca e as vezes acontece, mas de outros jeitos. Às vezes você muda de emprego e entra em outro numa posição melhor do que estava; às vezes a vida te faz trombar com alguém no meio da rua e dessa trombada vocês marcam um café e você finalmente tem alguém. Às vezes você resolve experimentar um modelo parecido com o do vestido que só tinha tamanho pequeno e se vê deslumbrante no espelho.

2+2=4.
3+1=4.
5-1=4.

São várias as formas de se chegar no resultado que se pretende. Mas para se chegar nesse resultado, por mais vias que existam, você precisa saber de verdade o que quer. As pessoas a sua volta não tem nada com a sua felicidade. Se você coloca a chave da sua felicidade no bolso de outra pessoa, o errado é você que coloca, não a outra pessoa que aceita. Tome partido de você mesmo! Comece a viver! PERCA O QUE É REALMENTE SEU, não o que você nunca teve. Expectativa de algo não é algo concreto, lembre disso. Perder algo que foi seu significa ao menos que você tentou, que você fez por onde, que não se escondeu da vida esperando que a solução caísse do céu. Quando você não toma partido no sentido de garantir o que quer, de deixar claro o que quer, esse algo pode não estar mais lá quando você se julgar finalmente pronto para ir atrás.

Nós nunca pensamos que a última vez é a última vez. Você sempre acha que terá outra oportunidade o que aquela durará para sempre. Mas não. Então dê valor para o que você tem antes que vire algo que você tinha. Dê valor para as chances que você tem na vida de ser quem você quer ser e estar com quem você quer estar. Não ache que as coisas estarão onde estão para sempre. Tem mais gente rezando pelo o que você reza e que pode dar valor se as conseguir pela manhã caso você não dê. Decida o que quer. Decida o que vai fazer. Reconheça suas limitações, enfrente seus medos. E só se preocupe com o que for realmente seu e estiver nas suas mãos. Do contrário, promessas voam tão fácil quanto as folhas que caem das arvores no outono.

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