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Oposições

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Aceitar o diferente é a maturidade de não querer impor ao outro a sua posição.
Já escrevi antes o que eu penso sobre os relacionamentos heterossexuais, em especial na grande confusão de inversão de papeis no qual o homem  contemporâneo está perdido em querer agradar o sexo oposto.
Ele não sabe a maneira socialmente aceitável para relacionar-se com a mulher moderna. 
Uma das principais reclamações é o feminismo. Não estão defendendo a volta do machismo, porém, não conseguem manter o cavalheirismo sem ofendê-las. 
Neste ponto, eu sou favorável a eles. Sim, sou uma das fervorosas defensoras dos direitos das mulheres. Contudo, um pouco de educação não faz mal a ambos os lados.
Entendam que abrir a porta do carro, para mim é um sinal do tipo que “eu sou brusca demais” e/ou “você preza demais pelo seu veículo”.
Em relação a terrível briga de pagar a conta, sem fazer cenas eu insisto e sempre tento pagar a minha parte, mas se ele também fizer objeção, eu permito a gentileza com o lembrete de que na próxima fica por minha conta.
Não preciso apontar as recentes mudanças comportamentais neste complexo relacionamento homem-mulher. É perfeitamente louvável e muito bem apreciado as delicadezas do cavalheirismo. Portanto, mulheres não façam uma cena quando ele está sendo apenas gentil!
De outro lado, a  sensibilidade masculina que está ultrapassando os limites  de TPM tem irritado a muitas mulheres. Isso não quer dizer para não se expressarem. Muito pelo contrário, vocês devem incentivar diálogos com a parceira sobre o que sentem, o que gostam, etc. Todavia, não mantenham este desprezível padrão de levar tudo tão a sério e ficarem magoados por comentários aleatórios, pois também temos dias complicados e não prestamos atenção nos sinais. 
Resumindo, expressem-se melhores e compreendam pacientemente o outro.

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Após o término


O que se fazer?

Sempre retomo aquelas premissas desde o início: sumir; conhecer gente nova; buscar outros lugares; fazer algo que não podia porque ele não gostava, como sair e conversar com meu outro melhor amigo que ele não curtia; não precisar medir as palavras para não magoar; escolher os filmes e os lugares que quero; colocar aquele salto ou uma rasteirinha mesmo; vestir aquele microvestido ou  aquele blusinha com decotão; passar o batom e/ou esmalte que tiver afim; ir para balada, me acabar de dançar e só voltar quando eu quiser…
Pensar mais em mim.
Não obstante, tanta coisa aconteceu nestas últimas semanas que, por incrível que pareça, não tive a menor vontade de contar tudo a você. 
Por quê? E o mais importante para quê?
Tudo ficou tão claro, ao menos para mim, do quanto isso não servia. Nunca deu certo.
Cansei de recomeçar e insistir nisso quando você não apostava para fazer dar certo.
Aliás, tudo que está acontecendo são coisas que você nunca apoiou. Agora chego a questionar se não era a sua energia negativa me impedindo de seguir em frente, pois sempre existiu a sua insegurança, o seu medo de me tocar o quanto eu mereço alguém melhor.
Sabe que você tinha razão? Tudo isso acontecendo e você ficando para trás, ainda torcendo pelo tropeço, como recentemente fiquei sabendo. Ainda desejo o seu bem para que você se mantenha do outro lado da estrada há milhas de distância de mim.
Agora não vislumbro que nos esbarremos, afinal como disse um daqueles amigos que você odeia: “você precisa de alguém que corra o  mundo com você e não te encontre pelo meio do caminho”.

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Relacionamentos na era digital

Os ansiosos sofrem como nunca na era digital.
Somos todos submersos num vendaval de redes sociais e meios de comunicação: telefonema (é para os fracos), mensagens de texto, e-mails, twitter, instagram, orkut (ooops este já era), facebook e suas insuportáveis cutucadas, chat do facebook, msn, skype, whatsapp (pior de todos com seu recebimento e sua temível visualização).
É tanta angústia até que a enfadonha resposta chegue, nem sempre como antecipamos. A expectativa gera a maior das decepções.
Já repararam quando você não está afim de sair, nem se arruma direito, que justo neste dia tudo acontece, melhor do que poderíamos imaginar?
Pois é. A recíproca funciona do mesmo jeito.
E agora os términos e os rompimentos são marcados pela celebração de mudar seu status novamente de uma relação para solteiro(a) (neste exato momento, os infelizes dos seus “amigos” comemoram). O pior que pode ocorrer é ser bloqueada e excluída de todas as redes sociais e todos os meios de comunicação acima. Assim, se você passa exatamente por esta situação, calma, eu seguro a sua mão porque há passei por isso. 
Finalmente, lhes asseguro que não se desesperem ou tentem o confronto, deixe a raiva dele(a) passar, pois só exclui quem ainda sente algo por querer evitar descobrir a felicidade do outrem distante do maldito excluidor. Posso quase garantir que a sua grande maioria volta e bem arrependida, devo acrescentar!

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Por quanto tempo?


Por quanto tempo? 
Ele se indagava. Ela divagava.
Não perdurariam eternamente no compasso daquela dança, mais cedo ou mais tarde um dos parceiros desistiria de tudo.
Desabar eventualmente ocorreria.
E aquilo não podiam suportar, por isso, optavam pela inércia.
Geralmente, o desconhecimento é uma benção.
O que seria melhor incluí-los como casal/parceiros/amantes/confidentes?!
Todavia, não era este o caso. Era confortável não incomodar, afinal, o infortúnio é mimado, nunca é satisfeito  em si.
Definições para rotular o que jamais foi traduzido, era dolorido, como cutucar a ferida que não sara por sempre latejar. A dor paralisante do medo.
A companhia da solidão já estava instalada lá naquela relação, a não ser que…
A não ser que superassem o abismo do medo, devendo um corajoso aventureiro romântico transpor o primeiro passo para seguirem em frente.
Até hoje me questiono o quanto sou frágil neste aspecto e o quanto receoso você pode ser.
Será que chegamos ao nosso limite?
Espero de coração o nosso avanço. Este é o máximo que posso caminhar.

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Conflitos de interesses

Já começo adiantando que não é fácil conciliar relacionamentos, pois cada par desenrola seus desentendimentos de uma forma particular.
Sou ótima conselheira amorosa, como escrevi em textos anteriores. Dou excelente conselhos, como ando com muitos psicólogos, aprendi as técnicas deles e vou utilizando sua aplicação até com os próprios!
Talvez isso ocorra pelo fato de que é muito mais fácil olhar os erros dos outros e apontá-los para facilitar o desfecho no relacionamento alheio do que cutucar a nossa ferida para o fim de concluir o que deve ser feito ou decidido.
Não há que se falar em conflito de interesses neste caso e a sua imparcialidade não reina, pois se almeja tão somente a felicidade daquele angustiante indeciso sobre como será a manutenção do relacionamento visto que a confusão e a raiva nos cegam (sei bem isso).
Assim, não me assusto quando meus antigos amores espantam-se com a maturidade pela qual descrevo abertamente tudo neste espaço quando sou a campeã de travar.
Sou a pessoa que foge de relacionamentos, ergo barreiras com a aplicação de regras absurdas para me proteger, por isso, tenho vasta experiência nas diversas formas de relacionamentos e as situações deles decorrentes.
Se você está na dúvida, ouça seu interior, o que ele diria ao seu melhor amigo como se fosse dele o pedido de conselho. Só cabe a você ouvir e seguir desde que você queira, se não optar pelo conselho, arrisque-se e continue a sofrer, afinal, a escolha sempre será plenamente sua de agir ou não.
Nem sempre ouço meus conselhos, todavia, procuro sempre segui-los como posso. Apenas cabe a mim o legado de aceitar o árduo desafio de permanecer no caminho apontado.

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Despedindo-se dos contos de fadas

A moda agora é retomar os contos de fadas atualizando, preenchendo as entrelinhas.
Oras, a vida anda bem sem graça, a utopia ficou para trás, afastando toda e eventual fantasia.
As historinhas contadas na infâncias estão inebriadas de suspiros, fazendo as menininhas acreditarem em fadas, príncipes encantados e o eterno/pseudo felizes para sempre.
Do nada, surgiu uma ideia de como a vida nos provoca certos contratempos que ofuscam a realidade.
Especialmente quanto a dois grandes filmes: Uma Linda Mulher e Bonequinha de Luxo. As duas protagonistas desempenhavam a mesma função segundo a qual é notoriamente conhecida como a primeira profissão do mundo, a prostituição.
Duvido que essas meninas intituladas fãs de Audrey tenham assistido ao filme ou lido a história de Truman Capote, porque, se tivessem não propagariam impropérios por aí. Não obstante, a atriz escolhida pelo escritor para o papel era Marilyn Monroe, personagem fidedigna dela. O Sr. Capote torcia o nariz para elegante Audrey Hepburn.
Afinal, essas meninas nem ousam sonhar o quanto sórdido é o seu enredo que está anos-luz de qualquer cinquenta tons de cinza.
Fico perplexa quando ouço essas asneiras delas, sem conhecimento cultural desta história uma vez que são as mesmas hipócritas julgadoras dos padrões conservadores sociais.
Também sei que enlouquecem com a música “Pretty Woman” da trilha sonora que concedeu ar de estrela a Julia Roberts. Lembro-me até da Professora Vilma no terceirão falando disso.  São marcas da minha adolescência.
Queridinhas, me façam um favor, antes de falarem sobre uma peça, um texto, um filme. Não saiam concordando sem conhecimento de causa só para impressionar, pois saibam que aos conhecedores apenas geram lamentos pelos seus desconhecimentos. Aparentar algo que não é mais falso do que qualquer contos de fadas.
Vejam bem, eu fui, sou e sempre serei afixionada por histórias de contos de fadas, devoro tudo: leio todas as versões e não perco um filme/seriado/documentário sobre o assunto, contudo, isso não me impede de questionar os felizes para sempre. São minhas íntimas reminiscências de  almejar descobrir o que de fato é verdade, longe de qualquer nostalgia.

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Reabilitação

Não é saudável ainda refletir sobre você, de vez em quando.
Faço comparações mentais com todos os eventuais e prováveis casos que surgem.

Ninguém chegar aos seus pés, me incomoda e muito.
O melhor remédio seria não falar ou pensar em tudo que já passou.
O maior incômodo reside em ter a certeza de que nossa sintonia não se repetirá.
Todavia, já vivi isso outras vezes e sei que passará até sentir assim por outro.
Estou me acostumando com a reabilitação e o maior dos pecados é continuar repetidamente pensando em você.

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